05/02/2022 às 18h41min - Atualizada em 05/02/2022 às 18h03min

Plantas e pets se popularizam em SP

Relatos de paulistas e especialistas confirmam benefícios desse comportamento à saúde mental no período de pandemia.

Giovanna Macedo - Revisado por Isabelle Marinho
Ser “pai ou mãe” de pets e plantas tornou-se tendência, devido isolamento na pandemia. (Foto/Reprodução: Chewy/Unsplash).
A jardinagem e adoção de animais suprem o desejo por companhia e troca de cuidado, gerado pelo aumento da solidão e ansiedade, durante o isolamento social. Segundo pesquisa Datafolha, 73% dos moradores de São Paulo tornaram-se "pais" de pets ou plantas na pandemia.

Tayná Cardoso, moradora de Jandira, na região de São Paulo, se viu submersa em suas crises ansiosas devido às demandas do trabalho remoto e de suas aulas de Direito em EAD. A futura advogada encontrou no cuidado com as plantas uma forma de cuidar de si: Cultivando plantas de diferentes espécies, observando o crescimento e até o florescimento de algumas, eu fui trabalhando a minha paciência e me dedicando no hoje”.

 
"Ao observar o crescimento das plantas, fui me dedicando em viver diariamente Eclesiastes 3: Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu".
Tayná Cardoso
Diante dessa tendência de consumo, diversas lojas de plantas viram suas vendas aumentarem. Sérgio Marim, proprietário da loja online Cactos Brasil, de Perus, comenta: No começo da pandemia, as vendas cresceram na loja, já que as pessoas começaram a ficar mais em casa”.
 
As plantas podem trazer benefícios à saúde mental, atuando como uma forma de terapia. O biólogo Mikel de Mello afirma: “A pessoa que interage com a natureza desenvolve menos doenças estruturais, corporais e mentais”.


O período de quarentena também estimulou a busca por um companheiro de quatro patas. Segundo o Datafolha, 17% dos moradores de São Paulo adotaram animais na pandemia, com índice mais alto entre jovens de 16 a 24 anos (29%).

A futura pedagoga Larissa Bohlant, 21, se mudou para Campinas com seu noivo em fevereiro de 2021. Logo nessa época, a cidade ficou em estado emergencial e adotou medidas rigorosas. Larissa adotou dois gatos irmãos ao sentir solidão e aumento do estresse após três meses.

“Eles mudaram meu foco da doença... até meu noivo que no começo não queria adotar os gatos, hoje não vive sem”, diz Larissa sobre Mario e Luigi.


Cientificamente, os animais, com seu carinho e afeto, ajudam a produzir nos humanos hormônios da felicidade, como a serotonina. Os animais de estimação afugentam a solidão. O pet pode ser uma ótima forma de companhia ajudando a amenizar o sofrimento do isolamento social”, afirma a psicóloga Thaize de Souza.

A população de animais de estimação cresceu 2% em relação ao ano anterior. Por isso, Mikel reforça a importância de se conscientizar sobre os cuidados dos seres vivos, para que no pós-pandemia não haja descarte e abandono deles.

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