07/02/2022 às 10h02min - Atualizada em 07/02/2022 às 09h48min

A importância da vacinação em crianças

Crianças com a idade inferior a 11 anos já podem tomar a primeira dose para a vacina da Covid-19 e algumas escolas cogitam retornar as aulas presenciais.

Leticia Bregalante - Editado por Manoel Paulo
Enfermeira pediatra Melícia Spindola
Com diversas declarações negacionistas para a imprensa que o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) fez desde o início da pandemia, muitas pessoas no Brasil começaram a se questionar sobre a eficácia das vacinas, se realmente é seguro, se pode ser substituída por medicamentos ou até mesmo pelo próprio funcionamento natural do sistema imunológico.

O questionamento se tornou maior em relação às crianças serem vacinadas, já que por influência de alguns desses discursos, muitos pais se recusam a levar seus filhos a postos de saúde mesmo a vacina já sendo liberada, por acreditar que elas são mais resistentes ao vírus, e por isso, não sairiam prejudicadas caso se contaminem.

A enfermeira obstetra Nathália Martins, e a enfermeira pediatra Melícia Spindola afirmam que são a favor das crianças abaixo dos 11 anos tomarem a vacina da covid-19 que foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), já que a Pfizer anunciou 90% de eficácia na faixa etária de 5 a 11 anos. Elas também destacam a necessidade dos pais vacinarem seus filhos. 

As gestantes, devem priorizar as vacinas Hepatite B, dupla adulto- DT, Tríplice Bacteriana (D-TPA) e Influenza, já os bebês, devem tomar as vacinas BCG, Hepatite B, Penta, Pólio inativada, Pólio oral, rotavírus, pneumo 10, meningo C, febre amarela, tríplice viral, t etra viral, DTP. Todas as vacinas são disponibilizadas pelo SUS, por isso felizmente afirmam não receber muitos casos de crianças com a carteira de vacinação em branco, pois assim que saem da maternidade, o recém-nascido já recebe a aplicação da vacina BCG e Hepatite-B. Porém, Melícia afirma já ter visto o caso de uma mãe onde o filho só recebeu as 2 vacinas com 3 anos de idade, e o motivo da falta de retorno para as demais, foi o negacionismo.
O retorno obrigatório das aulas presenciais também se tornou assunto nos últimos dias, já que a maioria das crianças não tem total senso de responsabilidade sobre o uso de máscaras. A professora de artes Priscila Morais, que atualmente dá aulas para o Fundamental 1, diz que constantemente corrige os alunos para que utilizem a máscara de forma correta, mas mesmo com os esforços, elas continuam usando o acessório de proteção incorretamente. Apesar disso, é a favor das aulas voltarem presencialmente, desde que haja conscientização das famílias para reportarem qualquer suspeita de doença por parte dos filhos e familiares.

Muitas crianças têm dificuldade de aprendizado com o ensino a distância, por conta disso, durante as aulas remotas, Priscila se dedicava principalmente em deixar os alunos focados nas atividades para que não se sentissem entediados. A falta de convívio social, dificuldade de concentração e exposição exagerada a telas, são fatores negativos.

O vírus pode não ser tão prejudicial para as crianças, mas caso sejam contaminadas podem passar para alguém do grupo de risco, que mesmo com as 2 doses da vacina, podem ter consequências graves.

Estudos epidemiológicos são claros: há redução daquela determinada doença assim que a população é vacinada em massa. No caso da prevenção, a máscara é uma medida necessária, com exceção de menores de 2 anos, por correrem risco maior de sufocamento.

A primeira dose já está liberada para o público infantil, a terceira já está liberada para quem tomou a segunda dose a mais de 4 meses e a quarta dose já foi anunciada em alguns estados para pessoas com imunodeficiência. Além disso, um estudo realizado por cientistas da UNESP e da Universidade do Sul de Santa Catarina afirmaram que a vacina Coronavac transmite anticorpos para o bebê durante a gestação.

Por essas e mais notícias é indicado que fique de olho no calendário de vacinação e nos meios de comunicação para novas atualizações. 


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