15/03/2022 às 23h26min - Atualizada em 11/03/2022 às 22h50min

De romance a HQ’s: Conheça Margareth Atwood, autora de O Conto da Aia e Alias Grace

Saiba onde comprar e assistir suas obras mais conhecidas

Mateus Borges - Revisado por Flavia Sousa
Junção de fotos de divulgação de The Handmaild's Tale pela Hulo e Alias Grace por Netflix ( Edição: Mateus Borges)
 
Você pode ter assistido a série The Handmaid’s Tale ou Alias Grace, e o que talvez você não saiba é que essas obras são baseadas em livros da mesma autora, Margaret Atwood. Aliás a histórias de The Handmaild’s Tale fez tanto sucesso que seu livro ganhou uma continuação, 30 anos depois. Te conto o porquê ela escreveu um segundo volume de sua distopia mais abaixo.


Muito mais que isso, Margaret Eleanor Atwood é uma escritora, poeta ensaísta e até histórias em quadrinhos já escreveu. Já deu para notar que sua bibliografia é vasta, não é mesmo?

Atwood é canadense e nasceu em 1939 em Ottawa, no Canadá. Cresceu entre a província de Ontário, Quebec e Toronto, onde vive até hoje. Com seus 83 anos acumula centenas de prêmios importantes, como: German Book Peace Award, Franz Kafka Internacional Literary Award, PEN Center USA Lifetime Achievement e Los Angeles Times Innovbator’s Award, por suas obras.

Margaret Atwood no audiovisual

The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia, em português) é um romance distópico de uma sociedade totalitarista cristã em que mulheres são apenas seres reprodutores. O livro é narrado por umas destas mulheres contando sua vida antes e durante o regime.

O título original do livro seria Offred, nome dado a personagem principal, of significa pertencente a, e Fred nome do homem a quem ela deveria gerar um filho.

Todas as mulheres sem maridos são consideradas impuras, mas se for fértil viram Aias. Aia no dicionário significa “a quela que cuida da educação doméstica dos filhos de nobres”, mas aqui ela apenas vai ter o filho, que logo será tirado dos seus braços.

Todas as Aias são chamadas pelo sufixo Of, mais o nome do homem que foi designada a servir, como no exemplo acima. Outro detalhe importante é que não há homens inférteis, e sim mulheres secas, incapazes de gerar um filho.

Em 2019 Atwood escreveu a continuação de sua distopia, o motivo foi a grande repercussão da série da Hulu, que gerou milhares de pedidos para uma continuação e, principalmente pela Era Trump, o então presidente norte americano instável e que fragilizava a demoraria do país. O novo livro se chama The Testaments (O Testamento), mas sobre a continuação acho que não vou precisar falar né? Porque assim que ler o primeiro, ler o segundo se torna vontade que só vai passar quando ler, garanto.

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Em Vulgo Grace a personagem Grace Marks pode ser cúmplice de um assassinato, mas ela não lembra de ter participado do crime, de qualquer forma lembrar não importa, porque agora está presa e o assassino foi executado, mas antes confirmou a participação dela no crime. Grace era uma mulher normal, mas depois que sua amiga morreu teve alguns surtos, e as vezes não se reconhecia como Grace.

Sua prisão é perpetua, mas seu comportamento é exemplar, e por isso acaba prestando serviços na casa do chefe da penitenciária. Muita gente, médicos, políticos e clérigos, quis ajudá-la a sair da cadeia.

Pela grande repercussão do caso o Dr. Simon Jordan, especialista em doenças mentais faz visitas a Grace, na casa do chefe da penitenciaria e, conversando tentar tirar dela todo tipo de informação sobre a relação com o homicídio. A Histórica é contada a partir da conversa deles.
Um detalhe importante, para Atwood escrever esse livro, ela se baseou em um crime real que aconteceu no Canadá em 1840.

Em 2017 Vulgo Grace virou a minissérie Alias Grace vivida pela atriz Sarah Gadon. Dividida em seis episódios de 45 minutos cada, aproximadamente. O drama é elogiado por ser fiel à obra de Margaret Atwood.

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O Assassino Cego é um livro que conta a história de Laura Chase e o livro que ela escreveu – O assassino cego. Confuso? Um pouco, mas é uma história engraçada, sexualmente explicito, sedutora e dramática. Prendendo o leitor a cada página lida.

Foi publicado em 2000, e traduzido para o português em 2001 pela Editora Rocco – responsável por publicar todos os livros da autora, no Brasil. O livro é tão bem avaliado que, no mesmo ano de sua publicação ganhou o Prêmio Booker, um dos prêmios mais importantes da literatura.

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Semente de Bruxa é um livro de Margaret Atwood, mas você vai ler A Tempestade, de Wiliam Shakespeare, dirigido por Felix para o Festival Makeshiweg. Calma, vou te explicar.
A editora norte-americana Hogarth Press criou em 2015 um projeto de releitura das obras de Wiliam Shakespeare e convidou vários autores renomados, Atwood foi convidada e escreveu sobre A Tempestade.

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Oryx e Crake é o primeiro livro da trilogia apocalíptica da autora, lançado em 2018. Narrado pelo, aparentemente, último homem da terra, chamado Homem das Neves. O segundo livro é O Ano do Dilúvio, e termina com MaddAddão.

Nesta distopia tudo se acaba quando o homem começa a investir na engenharia de mutação genética no Projeto Paradiso. Agora habita na terra várias espécies fruto de mutações. O Homem das Neves tenta entender como tudo acabou tão depressa. Oryx Crake é um dos 100 livros do século pelo jornal The Guardian.

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Veja outros títulos de Margaret Atwood

 
  • A Odisseia de Penélopee
  • Cat's Eye
  • Surfacing
  • Life Before Man
  • The Edible Woman

HQ’s
Em 2016 publicou sua primeira História em Quadrinhos Angel Catbird, e em 2017 publicou outros dois volumes da HQ’s. Apesar de estar disponível na Amazon Brasil, ainda não há tradução para o português.

Em 2018 publicou três volumes de War Bears (Urso de Guerra) desenhado por Ken Steacy e, agora em 2022 a Netflix vai fazer uma série animada, segundo o Deadline. Essas histórias em quadrinhos ainda não estão disponíveis na Amazon Brasil, mas com a série vindo por ai, quem sabe não chega, não é?
 
Além de tudo já mencionado, Margaret Atwood já escreveu dezenas de poemas para a universidade de Oxford, e outros veículos. Escreveu livros infantis e até mesmo roteiros para televisão e rádio.
 

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