08/08/2022 às 21h27min - Atualizada em 08/08/2022 às 22h18min

Liga dos Superpets não surpreende, mas encanta adultos e crianças

Esbanjando fofura e personalidade, Liga dos Surpets é uma grata surpresa

Bruno Cunha - Editado por Fernanda Simplicio

O calendário DC nos cinemas tem claro, os filmes de heróis da editora ocupando a maior parte do espaço. Quando anunciada a animação, ela parecia ‘solta’ quando olhamos os lançamentos anteriores e posteriores. Apenas para exemplificar,  Adão Negro é o próximo filme da editora. A sensação era mostrar um produto mais simples para um público que não pode ter os outros filmes, por causa da idade. E depois da sessão, estávamos errado.

 

O filme tem uma trama infantil, pela forma que desenvolve sua história, mas encanta a cada momento e precisa de muito pouco para trazer grandes cenas, sabendo divertir e principalmente respeitar a mitologia de todos os heróis apresentados, sem precisar de nenhuma desculpa de multiverso para usar eles. A Liga pode ter uma formação diferente, mas é funcional.

 

A atmosfera fofa e delicada, passa pelo roteiro de Jared Stern e John Whittington, do ótimo LEGO Batman. Ele usa a jornada de Krypto (Dwayne Johnson na versão original e por Marcelo Garcia em português) com a clássica jornada de redenção e que precisa de um grupo improvável para uma missão, que aqui é difícil, resgatar o Superman (John Krasinski/Guilherme Briggs).

 

O trama faz do grupo plural de Ace (Kevin Hart/Duda Espinoza), da porca PB (Vanessa Beyer/Priscilla Alcântara), do esquilo Chip (Diego Luna/Marco Luque) e da tartaruga Mirtes (Natasha Lyonne/Ilka Pinheiro) divertidos a sua forma. E cada uma tem o seu momento e sua personalidade bem explorada, e quando estão juntos e com poderes, é ótimo vê-los.

 

Por mais que seja simples, a narrativa busca emocionar com a relação dos cães, com elementos de amizades, e de criação da equipe é de encher os olhos. Há claro, algumas pequenas lições de moral aqui e ali, mas nada que comprometa o resultado final divertido e com um aspecto de destruição típica super-heróis. 

 

Como o material de marketing mostrava, os dois cães são os protagonistas e os outros personagens são secundários, por isso não há nenhuma surpresa no desenvolvimento ou nas subtramas dos outros personagens. Há o clássico esquadrão, a força bruta, o alívio cômico, o engenhoso e o líder. 

 

O principal problema acaba sendo os excessos que o filme tem ao unir a Liga do Pets com a Liga da Justiça, ele perde o ritmo neste momento, e o grande ato fica levemente prejudicado pela grande quantidade de personagens em tela, pelo menos as clássicas trilhas de cada um é colocada em grandes momentos, aquecendo o coração do nerd.

 

Liga dos Superpets não tem nenhuma uma grande novidade, é uma animação que segue todos preceitos, mas sabe ao menos encantar e preservar o material DC Comics que tem em mãos e é uma fonte de entretenimento interessante. 

 


REFERÊNCIA:
Garofalo, N. 
 DC Liga dos SuperPets transforma trama básica em fonte de diversão e fofura Omelete Disponivel em < https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/dc-liga-dos-superpets-critica > Acesso em 02 de agosto.
 
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