04/11/2022 às 15h38min - Atualizada em 31/10/2022 às 16h51min

"Todas as Flores" reforça a importância do anticapacitismo na teledramaturgia

Escrita e criada pelo autor João Emanuel Carneiro e com direção artística de Carlos Araújo, a obra traz um elenco diverso e representativo

Felipe Nunes - editado por David Cardoso
Sophie Charlotte, Mariana Nunes, Regina Casé e Letícia Collin formam o quarteto de protagonistas da nova novela original Globoplay (Foto: Reprodução/Globo)

Na última segunda-feira (24), o primeiro capítulo da novela “Todas as Flores” foi exibido na emissora Globo, no programa de sessão audiovisual “Tela Quente”. Os cinco primeiros episódios, no entanto, já haviam sido liberados para os assinantes do Globoplay no dia 19 deste mês e foram bem recebidos pelo público pela proposta inclusiva e anticapacitista que defende. 
 

A trama se consagra como a primeira novela produzida completamente para a plataforma de streaming e será dividida em duas partes narrativas distintas. A primeira, que foi iniciada na última quarta (19), será finalizada em dezembro deste ano. Já a segunda começará em abril e terminará em junho de 2023. Cinco capítulos serão liberados semanalmente todas às quartas-feiras até o encerramento da primeira fase.  
 

O folhetim, que tem a direção artística de Carlos Araújo, conta a história de Maíra (Sophie Charlotte), uma jovem que foi abandonada pela mãe, Zoé (Regina Casé), por ter deficiência visual. Criada por seu pai, Rivaldo (Chico Díaz), a mocinha reencontra a mãe e, sem saber que a mesma assassinou seu pai, decide doar sua medula óssea à sua irmã, Vanessa (Letícia Collin).
 

Anticapacitismo ganha destaque na produção

Representação, acessibilidade e inclusão são elementos chave na produção de “Todas as Flores”. O próprio logo da novela é escrito em Braile - sistema de escrita tátil em relevo, que promove, através do tato, a oportunidade de leitura para pessoas com deficiência visual. O núcleo de atores segue essa mesma linha e por isso conta com intérpretes que realmente são deficientes visuais. Os capítulos, além da versão audiovisual já conhecida pelos assinantes, também contam com uma variação realizada em audiodescrição. Essa técnica de produção é extremamente importante para a inclusão desse público no acompanhamento de obras audiovisuais.
 

Isso porque, por meio da audiodescrição, os espectadores com deficiência visual conseguem saber quais cenas estão sendo transmitidas no folhetim. O mecanismo consiste em adicionar uma faixa sonora que traduz as imagens cênicas em palavras, desde os personagens até os cenários nos quais a trama está sendo exposta.

De acordo com a equipe de produção, nos bastidores, a representatividade também é uma realidade. As plantas dos cenários dos estúdios e os roteiros das falas do elenco também foram adaptados para o sistema de escrita em braille, com o objetivo de incluir as pessoas com deficiência visual nas etapas produtivas da novela.

Além do destaque sobre as pessoas com deficiência visual, a acessibilidade e o anticapacitismo, a obra também abordará outras temáticas com os demais personagens da trama, como as desigualdades sociais, os preconceitos e os distúrbios psicológicos.
 

A novela é escrita e criada pelo autor João Emanuel Carneiro, conhecido pelas telenovelas “Avenida Brasil”, “Segundo Sol” e “A Favorita”. A direção artística é de Carlos Araújo e o elenco principal é composto por Sophie Charlotte (Maíra), Letícia Collin (Vanessa), Regina Casé (Zoé), Caio Castro (Pablo), Mariana Nunes (Judite), Humberto Carrão (Rafael), Nicolas Prattes (Diego) e Douglas Silva (Oberdan).


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