19/07/2019 às 01h22min - Atualizada em 19/07/2019 às 01h22min

Disney aposta no ramo das live-actions por fins lucrativos

Empresa investe nos remakes e tem grande retorno de bilheteria

Emmyly Melo
Montagem/ Live-Actions da Disney
Disney empenha-se cada vez mais nas live-actions, transformando os contos de fadas em realidade. Aladdin, Dumbo, A Bela e a Fera, Cinderela, Mogli e Alice no País das Maravilhas foram apenas alguns dos clássicos adaptados em live-action e que sempre trazem muita repercussão, seja boa ou ruim. Inclusive, apela bastante para a nostalgia do público antigo, trazendo-os de volta para os cinemas. Sem contar com as participações de estrelas, tais como: Beyoncé (dubladora no filme O Rei Leão), Angelina Jolie (interpretando Malévola) e Will Smith (fazendo o papel do Gênio da Lâmpada, em Aladdin) que atrai totalmente os holofotes.
 
Mas não é atoa que a Disney está dando uma pausa em criar e desenvolver histórias, como o sucesso que foi Moana: Um mar de Aventuras, com mais de 4,3 milhões de espectadores no Brasil e de R$ 61,3 milhões e Frozen com 4,2 milhões de espectadores no país e R$ 51,6 milhões em bilheteria para entrar no ramo das live-action. Além de ser bem-sucedido com o público é um modelo de produção que vem se mostrando bastante lucrativo, com Aladdin sendo um sucesso comercial faturando US$900 milhões mundialmente, US$1,2 bilhão do live-action de A Bela e a Fera (2017), US$1 bilhão de Alice no País das Maravilhas (2010), US$758 milhões de Malévola (2014), os US$543 milhões de Cinderela (2015) e os US$351 milhões de Dumbo (2019), tanto que a Disney planeja chegar a 10 BILHÕES de dólares em bilheterias em 2019.
 
O Rei Leão, Malévola: Dona do mal, A Pequena Sereia, Mulan, Cruella e Hércules são as novas apostas da Disney nessa produção e já é muito aguardada pelo público. Visando retorno lucrativo, a Disney não para de anunciar animações que serão adaptadas e deixa os fãs dos clássicos loucos de ansiedade. “Se você não mantém viva a propriedade intelectual antiga, ela não será lembrada”, diz por e-mail Jerry Beck, historiador norte-americano especialista em animação e antigo diretor da Disney TV. A empresa preparou um combo de lançamentos poderosos, o que garante que o recorde de bilheteria mundial (da própria Disney com $7,6 bilhões de dólares pelo mundo) seja batido facilmente mesmo que os longas tenham fracasso.

Sem contar que além das suas próprias produções, a Disney conta também com um conjunto de aquisições feitas: Marvel, Pixar e Lucasfilm. Ou seja, a empresa dominou o mercado cinematográfico e seu desemprenho no gráfico de desempenho dos estúdios cinematográficos de Hollywood é o melhor, estando no topo. Com basicamente todos os filmes esperados e aclamados pela crítica, não vai ser difícil conquistar os 10 bilhões.

REFERÊNCIAS: BARROS, Leandro de. 
O plano da Disney para faturar $10 BILHÕES nas bilheterias em 2019.A Medium Corporation. Disponível em <https://medium.com/quadro-a-quadro/o-plano-da-disney-para-faturar-10-bilh%C3%B5es-nas-bilheterias-em-2019-dc3d1deec754>. Acesso em 15 de julho de 2019

CARMELO, Bruno. Aladdin: Versão live-action da animação da Disney chega a US$900 milhões nas bilheterias. AdoroCinema. Disponível em <http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-149183/>. Acesso em 15 de julho de 2019. 

OBSERVATÓRIO DO CINEMA. O Rei Leão, Malévola 2, Mulan e os próximos live-action da Disney. Disponível em <https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/listas/2019/07/o-rei-leao-malevola-2-mulan-e-os-proximos-live-action-da-disney>. Acesso em 14 de julho de 2019.
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