25/07/2019 às 09h20min - Atualizada em 25/07/2019 às 09h20min

Alan Turing estampará a nota de 50 libras da Grã-Bretanha

Pioneiro da computação, durante sua vida ele teve a reputação ofuscada pelas leis britânicas contra a homossexualidade

Thiago Oliveira
The New York Times
NPR
O matemático e pioneiro da computação Alan Turing, será o rosto das notas de 50 libras britânicas. O Banco da Inglaterra havia anunciado no ano passado que a nota de £50 honraria alguém importante da ciência na próxima versão e após uma votação aberta ao público, o nome de Turing foi escolhido no meio de outras importantes figuras como Stephen Hawking. As notas devem começar a circular em 2021.

O Banco da Inglaterra expõe de um lado da nota a figura da Rainha Elizabeth e do outro, notáveis figuras da história inglesa como por exemplo Isaac Newton e Charles Darwin. Quem estampa a atual são James Watt, peça importante no desenvolvimento da maquina a vapor e Matthew Boulton, seu apoiador.

A nova nota, com Turing, além de estampar um retrato tirado em 1951, apresentará também importantes aspectos de sua obra, como fórmulas referentes as suas pesquisas de computadores, e o trecho de uma entrevista de 1949 onde ele diz que “Esta é apenas uma prévia de que está por vir, e apenas uma sombra do que será.” Se referindo a um computador que ajudara a desenvolver.

Crucial para a Guerra

Durante seu trabalho na guerra, Alan foi perseguido pelas leis vitorianas da Grã-Bretanha, sua sexualidade impedia que os méritos fossem dados a ele, e seus feitos ficaram em segredo durante anos. O pai da computação moderna, como é reconhecido até hoje, já desenvolvia teorias básicas da computação como conhecemos, além de ideias sobre inteligência artificial.

Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi fundamental para a quebra de códigos de maquinas e isso mudou os rumos da guerra. Essa quebra de códigos permitiu ainda o inicio do desenvolvimento da computação.

“Alan Turing foi um excelente matemático cujo trabalho teve um enorme impacto sobre como vivemos hoje. Turing é um gigante em cujos os ombros agora muitos se apoiam.” Disse Mark Carney, presidente do Banco da Inglaterra.

Turing morreu em 1954, dois anos após ter sido condenado a castração química, em detrimento das leis vitorianas contra a homossexualidade. O governo britânico pediu desculpas por esse tratamento em 2009 e Turing recebeu o perdão real da Rainha Elizabeth em 2013.
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