26/07/2019 às 14h59min - Atualizada em 26/07/2019 às 14h59min

É alarmante o número de vândalos que usam o transporte coletivo sem pagar

SuperVia estima que existam cerca de 180 passagens irregulares ao longo de linha férrea diariamente

João Marques - Edição: Giovane Mangueira
Divulgação: Twitter Guarda Municipal Rio
Em todas as cidades pelo país é grande o número de homens e mulheres, de diversas as idades, que embarcam na porta de saída dos ônibus, burlam catracas, estações ou trilhos em sistemas de transporte de massa como metrô, BRT (Bus Rapid Transit) e trens. A principal forma de acesso desses passageiros que não pagam o bilhete, é por meio de passagens abertas clandestinamente na via. Depois, eles caminham pelos trilhos até a plataforma da estação mais próxima. A SuperVia estima que existam cerca de 180 passagens irregulares ao longo dos 270 quilômetros de linha férrea. 

A concessionária monitora esses buracos e fecha entre seis e dez deles por mês. Mas, ao fim do mesmo mês, cerca de 30% desses buracos são reabertos. Algumas medidas vêm sido tomadas, mas os números não diminuem. Segundo a SuperVia, concessionária de trens da região fluminense, agentes de controle atuam em estações e em rondas periódicas ao longo da  linha férrea. Em nota a empresa informou que, “Os funcionários advertem quem acessa o sistema ferroviário por local impróprio e direcionam os evasores para as bilheterias a fim de que possam pagar as passagens. No entanto, como eles não têm poder de polícia, quando encontram resistência dos evasores, acionam o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) para apoio”, diz a nota.

Por se tratar de uma questão comportamental, a empresa realiza campanhas de conscientização com o objetivo de cultivar os bons hábitos entre os que utilizam os trens.

Fiscalização no BRT 
Na última semana, algumas estações do BRT do Rio de Janeiro, passaram a ter fiscalização com equipes da empresa que administra o transporte e guardas municipais. Mais de 3.700 multas por esse motivo já foram aplicadas segundo a Guarda Municipal.

Quem for pego sem ter pago a passagem ou validado o cartão de gratuidade (idosos, estudantes, por exemplo) está sujeito à multa de R$ 170,00.  Em caso de reincidência o valor pode chegar a R$255. O auto de infração será expedido mesmo que a pessoa se recuse a assinar a documentação. O infrator que não pagar a multa pode ter seu nome inscrito na Dívida Ativa do Município e nos órgãos de proteção ao crédito. 

A medida foi uma das tomadas no período em que o sistema esteve sob intervenção que começou no início do ano e terminou no último dia 26. Além dela, houve demolição dos beirais na estação do Mato Alto, em Guaratiba onde foram instalados pares de guarda-corpos. O objetivo era evitar os calotes. O prejuízo por mês só neste sistema chega próximo de R$ 5 milhões por mês, segundo a concessionária que administra o BRT.

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