28/07/2019 às 17h26min - Atualizada em 28/07/2019 às 17h26min

Futebol feminino não é só na Copa

Jaguaré recebe a 1ª Edição do Sambre, festival beneficente de esporte feminino,

Letícia Agata Nogueira
Foto: Letícia Agata Nogueira
No 21 de julho aconteceu a 1ª Edição do Sambrefestival beneficente de esporte feminino, na Sociedade Benfeitora Jaguaré, em São Paulo. O evento foi uma forma de mostrar o potencial de garotas de apartir de 16 anos e de mulheres no esporte. Além de colaborar com a ONG Teapaz (Terra de Amor e Paz), a qual recebeu os fundos arrecadados, através da mistura de modalidades esportivas, como handebol, futebol e basquete, além de samba, churrasco e breja.
 
O sonho de três mulheres que começou em 2017 pôde se concretizar dois anos depois, trazendo uma lição sobre incentivo, empoderamento, empatia e progresso. Giovanna Capelari, de 24 anos, Larissa Neves, de 27, e Camila Araújo, de 31, uniram forças com a Teapaz e protagonizaram o empenho de atletas femininas, além de arrecadarem verba e alimentos para apoiarem crianças e jovens subtraídos de suas famílias.
 
"A gente é um corpo voluntário que é composto basicamente por mulheres. Então a gente queria dar visibilidade para essas atletas, dar visibilidade para o esporte feminino, mostrar que a gente também consegue fazer muita coisa legal.Vão ser as meninas que vão estar no protagonismo hoje", afirma Giovanna.
 

Organizadoras: Camila Araujo, Giovanna Capelar e Larissa Neves, da esquerda para a direita. (Foto: Letícia Agata)
 
O primeiro pensamento das organizadoras foi o de deixar cada participante à vontade. Dessa forma, não houve privilegiação de times já existentes, ou seja, "panelinhas", mas sim sorteios que misturassem as jogadoras. Assim, foi possível incluir desde as mais novas até as mais velhas.
 
expectativa foi incentivar cada participante, independentemente de classe, cor, etnia, religião e opção sexual, a lutar pelo esporte que ama. De acordo com as organizadoras, o evento instiga as garotas mais novas a enxergarem possibilidades no futuro e as mais experientes a admirarem o que construíram:
 
"Em relação às mais novas, eu vejo que pra elas vai ser importante nesse quesito de incentivar. Eu acho que essa visibilidade paras as mais novas já vai ajudar muito e para as mais velhas de ver que isso é legal e de ver que o movimento está crescendo", afirma Larissa.
 

Time azul comemora a vitória após partida contra o time laranja. (Foto: Letícia Agata)
 
Reconhecendo a importância do papel feminino no esporte, o Sambre terá muitas outras edições:
 
"A gente não quer que esse seja o primeiro e último evento. A gente quer que isso aconteça pelo menos duas vezes por ano a partir de agora, e que cada vez mais a gente tenha mais atletas e tenha mais pessoas envolvidas e engajadas sem nenhuma distinção", diz Giovanna.
 
Dentre as modalidades envolvidas, a que mais se destacou foi o futebol. Com os times já sorteados, as partidas aconteceram simultaneamente em duas quadras. Confira algumas imagens:
 

Quadra 1. (Foto: Letícia Agata)


Partida entre os timer azul e laranja - quadra 1. (Foto: Letícia Agata)


Time vermelho posa para foto antes da partida contra o time verde - quadra 1. (Foto: Letícia Agata)


Quadra 2. (Foto: Letícia Agata)


Partida entre os times preto e azul - quadra 2. (Foto: Letícia Agata)


Partida entre os timer preto e laranja - quadra 2. (Foto: Letícia Agata)


Goleira do time preto - quadra 2. (Foto: Letícia Agata)


Partida entre os timer preto e azul - quadra 2. (Foto: Letícia Agata)

 
Fernanda Melo, de 17 anos, e Nathalia Alves, de 34, fizeram parte do evento como atletas de futebol. Uma coisa em comum? O amor pela modalidade. Ambas cresceram jogando com amigos e tiveram o apoio de amigos e familiares desde sempre. A história com o futebol as ensinou a importância do esporte:
 
"Na minha opinião, o futebol feminino é tão importante quanto o futebol masculino no Brasil. Eu acho que tem a mesma importância e leva uma importância a mais, porque mostra a força das mulheres no Brasil, num esporte tão difícil e de tão pouco acesso pra gente", afirma Fernanda.
 

Jogadora Fernanda Melo. (Foto: Letícia Agata)
 
"Ele (o futebol) mostra nossa força, que apesar dos pesares a gente consegue jogar uma bola no mesmo patamar do que os homens. O que falta pra gente é muito incentivo. Se tivesse um pouco mais incentivo, acho que o futebol brasileiro feminino estaria lá nas cabeças, mas por enquanto a gente está engatinhando e a gente só tem a crescer depois dessa Copa do Mundo", diz Nathalia.
 

Jogadora Nathalia Alves. (Foto: Letícia Agata)
 
Para as jogadoras, o evento trouxe a oportunidade de amigas se encontrarem para jogar e se divertir, além de colaborar com pessoas carentes.
 
Mesmo sem a ajuda de iniciativas privadas e públicas, o Sambre ocorreu por meio do esforço de pessoas envolvidas com a ONG, as quais doaram alimentos para a montagem de cestas básicas para ajudarem a Teapaz e outras entidades. O evento se preocupou com questões de saúde, providenciando um time de socorristas, além de ter se atentado às questões alimentares, provendo um cardápio sem componentes que pudessem atacar a alergia de algumas participantes.
 
"De tudo que a gente faz, tanto da parte de produção quanto as pessoas que trabalham e os insumos que a gente vende nos eventos, são feitos por doação. Se não fosse a galera que fica por trás disso, que muitas vezes nem vem e só doa, a gente não ia conseguir fazer", diz Giovanna.

Como faço para participar?

As organizadoras do Sambre ainda não marcaram a próxima data do evento, porém deram o spolier de que a segunda edição acontecerá ainda neste ano de 2019. Se você tem no mínimo 16 anos e é apaixonada por esportes, acompanhe o perfil da ONG Teapaz no Facebook e fique ligada!

Você ainda não leu a primeira matéria da SÉRIE: Futebol feminino não é só na Copa? Confira!


Editado por Bruna Santos
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