29/07/2019 às 10h26min - Atualizada em 29/07/2019 às 10h26min

Crianças desta geração preferem a carreira de influencer digital

Lego realiza pesquisa e conclui qual a preferência profissional dos pequenos

Caroline Lopes
Imagens Google/Montagem Caroline Lopes

Para comemorar os 50 anos da ida do homem à Lua, a Lego desenvolveu uma pesquisa com crianças britânicas, americanas e chinesas, entre oito e 13 anos, para mapear a preferência profissional delas. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que o sonho de se tornar um influencer digital é bem maior do que o de ingresso no mundo da astronomia,. No Brasil, o quadro não é muito diferente. 

Giovana Castro, 12, sonha com a oportunidade de influenciar as pessoas que terão acesso ao conteúdo dela, principalmente com o mundo da moda e das makes, um dos sonhos da jovem também é ser estilista. Ela conta de onde surgiu o desejo de entrar nesse universo: “Eu sempre ficava assistindo vídeos na internet, e eu queria fazer igual, porque a gente é influenciado né? Ou seja, eu queria ser influenciadora da maquiagem, tipo a Mari Maria e de brinquedos, igual a Julia Silva”.

Já na casa da família Masetti os sonhos são um pouco diferentes, mas acabam com uma relação em   comum, o brilho nos olhos pela vida virtual. Jade, 8, sonha em ser blogueira. “Eu gosto de fazer live, tirar fotos e conversar, não tenho vergonha!”, diz a pequena entusiasmada. Já a Pérola, 13, irmã mais velha, desde pequena fez trabalhos como modelo, então o sonho é seguir nesse mundo. “Eu gosto muito de moda e de desfilar. Também gosto de tirar fotos, me maquiar e fazer combinações com roupa, mas também gosto da vida virtual e de poder ter contato com várias pessoas.” As irmãs contam com o apoio e incentivo dos pais.

Eduardo Toccillo, 13, tem um canal no Youtube desde 2015, intitulado como “O fantástico mundo dos burros”, ele publica vídeos de comédia e curiosidades. O interesse dele pela internet vem desde os nove anos e ele conta um pouco de como isso começou: “Eu escolhi esses dois tipos de conteúdo porque é basicamente o que eu faço de melhor e eu me inspirei em outros canais para começar o meu. Não foi por influência familiar, eu simplesmente curti a ideia de fazer vídeos”. Ele ainda comenta que se continuar com boas ideias e com visualizações, ele pretende continuar com a carreira de youtuber.

Mesmo que o interesse pelas profissões no universo da internet tenha aumentado, ainda existem aqueles que buscam por profissões mais tradicionais. É o caso da Manuella Maia, 10, que sonha em  ser cardiologista. Ela conta um pouco do por quê dessa área: "Eu amo cuidar das pessoas e eu também quero ver como é um coração. Com essa profissão quero ter condições de comprar uma casa para a minha família e ter dinheiro para sustentar ela, até porque eu quero ter três filhos”. Também é o caso da Vitória Nervis, 15, por mais que ela se veja nas redes sociais paralelamente, ela deseja ter a própria empresa na área da engenharia de produção por conta da facilidade com as matérias de exatas. “O que me motiva a buscar essa conquista profissional é o meu sonho de ter a minha empresa e o sonho do meu pai de ter uma empresa. Ver o sonho dele se tornando o meu é o que mais me motiva”, conta emocionada.

Mediante a todos esses aspectos, ainda é possível encontrar pais e/ou responsáveis que apontam um certo vício nas mídias sociais das crianças que estão próximas à eles. Levando isso em consideração, a Psicopedagoga Yona de Sousa pontua: “É muito importante que os pais tenham uma certa intimidade com os filhos, até mesmo no sentido de amizade, onde sejam feitos combinados de tempo limite para os acessos. A internet só faz mal para aqueles que não sabem utilizá-la”. 

 
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