05/09/2019 às 17h53min - Atualizada em 05/09/2019 às 17h53min

Sem energia, passageiros enfrentam dificuldades na estação de metrô em Belo Horizonte

A estação foi alvo de vândalos duas vezes em menos de uma semana

Ronerson Pinheiro - Editora: Lavínia Carvalho
Foto/Reprodução: R7 Minas/Metrô de Belo Horizonte sofre pane em uma das estações

Quem passa pela estação de metrô, Lagoinha, no hipercentro de Belo Horizonte têm motivos de sobra para reclamar. Serviços como escada rolante e elevador estão comprometidos desde o início da semana após a estação ser alvo de vândalos na madrugada do último sábado (31) e segunda-feira (01). Cabos de energia foram furtados deixando muitos passageiros sem acesso a esses serviços.

Para o cadeirante e estudante Evandro Souza, o fato da suspensão de serviços essenciais dentro da plataforma compromete a locomoção. Revoltado, ele desabafa. “Como que a gente vai fazer para voltar para casa? E se não existissem outras estações mais próximas, como faríamos?”, conta.

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), informou em nota, que o sistema de bilhetes e demais serviços internos operacionais estão funcionando através de um gerador. A empresa informa ainda que equipes trabalham para reestabelecer a energia e o funcionamento normal da estação, mas sem prazo definido para o término.

As estações seguem abertas atendendo aos usuários e não houve nenhuma alteração nos intervalos das viagens dos trens.

Pane no sistema! Alguém me desconfigurou

73. Esse é o número de vezes em que os usuários tiveram que desembarcar do metrô, em Recife, no estado de Pernambuco, entre janeiro e julho desse ano, segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Para a educadora física, Patrícia Loiola, quem mora na região metropolitana da cidade o metrô é único meio de transporte mais rápido. “Pra pessoas como eu, que mora em Olinda, o metrô é a forma mais rápida de se chegar até a capital. Se panes como essas acontecem, pode esquecer de chegar até o destino, conta.

“De 40 trens, 16 estão no pátio aguardando conserto. A falta de dinheiro atrapalha o sistema”, informa a nota enviada pela superintendência da empresa. De acordo com a companhia, estavam previstos repasses na casa dos R$ 98 milhões de reais, mas R$ 40 milhões foram bloqueados pelo governo federal.

A partir do próximo domingo (08) de setembro, a tarifa passa a custar R$ 3,00. Confira os próximos aumentos escalonados propostos pela companhia em Pernambuco. 

Setembro/2019 - R$ 3,00

Novembro/2019 - R$ 3,40

Janeiro/2020 - R$ 3,70

Março/2020 - R$ 4,00


Editora-chefe: Lavínia Carvalho 

 

 

 

 


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