16/09/2019 às 11h31min - Atualizada em 16/09/2019 às 11h31min

Redemoinho em dia quente de Jarid Arraes

Jarid é conhecida por enfatizar a figura feminina em suas histórias

Nathália Dias - Editado por Leonardo Benedito
Instagram @jaridarraes
''Aos que alimentam e aos que não conseguem arrancar raízes'', assim começa o livro Redemoinho em Dia Quente, de Jarid ArraesNascida em Juazeiro do Norte, na região do Cariri (CE), a escritora, cordelista e poeta Jarid traz em sua essência literária, 30 contos sobre a história de mulheres nordestinas. Ela também é autora dos livros, As lendas de DandaraHeroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis e Um Buraco com o Meu Nome. A escritora é conhecida por enfatizar a figura feminina em suas histórias, sendo elas jovens, velhas, negras, pobres, bissexuais, lésbicas e transexuais, que em seu cotidiano, vivenciam a crítica social, a fantasia e o realismo.
 
O livro é dividido em duas partes. A parte I tem como título Sala das candeias e destaca o primeiro conto chamado Sacolaque narra a história de uma senhora muito católica, que após o uso de pílulas nada lícitas, tem a visão de Padre Cícero. Já a parte II, Espada do coração, destaca o conto Gesso, que tem como ênfase a história de uma jovem que tem um relacionamento totalmente abusivo, e como fuga, tem a promessa feita à Nossa Senhora e por isso vive rezando de forma ininterrupta.
 
Diante de contextos sociais, como excesso de trabalho, racismo, intolerâncias e abusos, é possivel perceber a sororidade e empatia através da escrita de Jarid.

A leitura de Redemoinho em Dia Quente, se faz necessária não só por quem já engoliu a seco as injustiças sofridas na vida, mas também para refletir sobre o contexto social e político vivido no cenário nordestino.

É uma leitura para se deleitar e sentir-se tocado(a) com a junção de todas as histórias e mulheres.
 

Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »