23/09/2019 às 14h37min - Atualizada em 23/09/2019 às 14h37min

Estados Unidos prevê acabar com testes em mamíferos até 2035

Segundo agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o orçamento para estudos que envolvam a experimentação com animais do tipo caíra em 30% até 2025

Isabelle Miranda - Editado por: Thalia Oliveira
Revista Galileu
Divulgação
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciou que os investimentos em experimentos que envolvam testes em mamíferos serão reduzidos. A queda dos recursos destinados à prática será de 30% até 2025, com o objetivo de eliminação desses  experimentos até 2035. Por enquanto, só haverá testes do que a EPA chamou de testes “excepcionais”.
A EPA disse que vai investir US$ 4,25 milhões (R$ 17, 25 milhões, na atual cotação) para que universidades dos EUA façam pesquisas que visem criar métodos  alternativos de análises cientificas sem o uso de animais. Os modelos computadorizados e matemáticos são usados para evitar danos à saúde e ao meio ambiente.
Justin Coodman, do grupo White Coat Waste Project, em entrevista à revista Sciencemag, disse que condena o pagamento de impostos para testes em animais e que a decisão da EPA é um “ganho decisivo para os contribuintes, animais e o meio ambiente” e que testes em animais podem ser enganosos. Entretanto, Jennifer Sass, do grupo ambiental Natural Rsources Defense Council, contou que considera a medida da EPA “muito frustrante”. O argumento é que acabar com os testes em mamíferos é “potencialmente lançar substancias químicas perigosas que ficam no meio ambiente em produtos dos consumidores”.
Em comunicado, Sara Amundson, presidente da humane Society Legislative Fund, entidade de defesa aos animais, conto que a decisão da EPA pode ajudar a ciência a criar um paradigma mais humano e previsível quando se trata de comportamentos de segurança química. A Humany Society, em parceria com a EPA, já salvou mais de 200 mil animais de laboratório. Por enquanto, espécies invertebrados, como peixes, ainda podem ser usadas nos testes, mas os mamíferos não serão mais usados como cobaias em pelo menos 20 mil estudos que são submetidos anualmente à agência.

 

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