05/04/2019 às 04h07min - Atualizada em 05/04/2019 às 04h07min

Quem fez minhas roupas?

Movimento Fashion Revolution

Haylane Santos - Editado por Larissa Barros
Reprodução: google

Será que estamos atentos a quem produz as roupas que vestimos? Você já se fez essa pergunta?!

 
MOVIMENTO DE TRANSFORMAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO

O Slogan da campanha #Quemfezminhasroupas, surgiu através do movimento Fashion Revolution com o propósito de engajar mais pessoas, da conscientização de consumo da moda, com o olhar voltado para a sustentabilidade e as condições de trabalho nas quais encontram-se os funcionários desse segmento.
O movimento atua há 5 anos no Brasil, porém a iniciativa surgiu de alguns profissionais de moda após uma reunião do conselho global, em que se solidarizaram com a tragédia que ocorreu em Bangladesh em 24 de abril de 2013. O desabamento do prédio Savar, que ocasionou a morte de 1.134 pessoas e mais de 2.500 feridos que trabalhavam na fábrica de tecidos. Eles eram negligenciados no ambiente de trabalho, expostos a um lugar nocivo em total condição de escravidão.
Em consequência disso, o movimento busca por transparência das marcas sendo o passo inicial para a fiscalização, inspecionando de que forma é confeccionado o produto, se o funcionário recebe o salário justo, da jornada de trabalho, e a matéria prima que é utilizada.
Todas essas etapas constituem o modelo de busca, e essa tomada de consciência só é possível ao entrar em contato com todo o processo de produção do produto, desde a fabricação até o consumo do cliente.
 
TRANSPARÊNCIAS DAS MARCAS
 
Diante disso, eles disponibilizaram em seu site a lista do índice de transparência de 2018, que avaliam as marcas e os varejistas da seguinte forma:
- Política e compromisso
- Administração
- Rastreabilidade
- Sabe, mostra e conserta
- Problema de destaque
 
Os resultados dessa pesquisa ainda apresentam um índice muito baixo. Um comparativo feito, mostra que de 150 marcas e varejistas, elas pontuaram 21% de 250 pontos possíveis. “Em contra partida 37% das 150 marcas do Índice de Transparência da Moda 2018 publicaram listas de fornecedores - pelo menos no primeiro nível, onde as roupas são tipicamente cortadas, costuradas e montadas.”
 
(Fonte: Instagram @fash_rev_brasil)

(Fonte: Instagram @fash_rev_brasil)




O QUE PODE SER MUDADO

A prática do consumo de forma desordenada, e principalmente o modelo de negócio que as empresas empregam.
 
“150 bilhões de peças de vestuário são entregues fora das fábricas anualmente, mas os americanos, por si só, jogam fora aproximadamente 14 milhões de toneladas de peças de roupa por ano, ou seja, mais de 36 kg por pessoa. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA), 84% das roupas não desejadas nos Estados Unidos em 2012 foram para um aterro ou um incinerador.”

Segundo o The Carbon Trust, (profissionais independentes com a missão de acelerar a transição para uma economia sustentável de baixo carbono), é utilizado uma enorme quantidade de água para produzir peças de vestuário através do cultivo de algodão e através de processamento úmido, como tingimento e lavagem de roupa. Em consequência disso, o vestuário responde por cerca de 3% da produção mundial de emissões de CO2.

(fonte: Instagram @ fash_rev_brasil)

(fonte: Instagram @ fash_rev_brasil)




Essa geração que consome constantemente e em grande escala, muitas vezes peças baratas e com pouca durabilidade, ao invés de investir em qualidade, preço justo, ou em formas de reaproveitamento das roupas. O campo do consumo ainda é muito extenso, porém o da sustentabilidade também tem ganhado força, não só pela sua matéria prima, mas por várias alternativas que ela dispõe, como por exemplo: brechós, alugar roupas (já existem lojas que fecham pacotes de roupas por semana, por mês...), cabe ao consumidor utilizar das possibilidades.
 
“Se 2016 foi um ano de confrontos entre forças opostas, a pressão pela sustentabilidade foi uma linha comum em toda a indústria. A sustentabilidade está se tornando um importante novo direcionador das decisões de compra dos consumidores. Nos mercados emergentes, por exemplo, mais de 65% dos consumidores buscam ativamente a moda sustentável, segundo o relatório de State of fashion 2017”.
 

Sendo assim, essa missão do movimento de dar transparência, é uma chamada para cobrarmos das marcas, melhores condições de trabalho, investimentos em matérias primas que não agrida ao meio ambiente, salário justo aos profissionais desde artesãos, agricultores e trabalhadores das indústrias têxtil, e não menos importante, o comprometimento do consumidor final que somos nós. 
O movimento também conta com vários representantes por todo o Brasil, tem a lista disponível para achar o mais próximo da sua localidade. E também vai acontecer entre os dias 22 a 28 de abril de 2019, a semana fashion Revolution.

Quem tiver interesse em participar ou quiser mais informações sobre esse movimento:
Site: https://www.fashionrevolution.org/
Instagram: @fash_rev_brasil



 
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