14/11/2019 às 18h17min - Atualizada em 14/11/2019 às 18h17min

Petrúcio Ferreira torna-se o atleta paralímpico mais rápido do mundo

“Eu costumo dizer que sou ligado no 220, mas hoje eu estou em altíssima tensão”, afirmou

Naiane Feitosa - Editado por Paulo Octávio
Petrúcio Ferreira. Foto: Daniel Zappe / CPB/ Exemplus.
Petrúcio Ferreira, atleta paralímpico, bate recorde mundial ao terminar a corrida de 100m em 10s42 na semifinal da classe T47. No Campeonato Mundial de Atletismo que aconteceu nesta terça (12), em Dubai, o atleta ultrapassou o próprio recorde alçando em 2018 no Mundial de Paris, França. Brasil conseguiu medalhas em todas as categorias do Mundial Paralímpico. Faltando um dia para o fim do torneio, o país soma até aqui 37 medalhas: 14 ouros, nove pratas e 14 bronzes. 


         Petrúcio e Yohansson na semifinal. Foto: Daniel Zappe.


Esforçado e veloz, com 22 anos de idade, o atleta paralímpico  Petrúcio é o mais rápido do mundo. O paraibano competiu no Mundial Paralímpico  e cravou 10s42 nos 100m da classe T47, que é a classe em que participam os atletas com membro superior amputado. O tempo alcançado pelo brasileiro  foi de oito centésimos a menos que o antigo recorde mundial, que também foi atingido por ele no Grand Prix de Atletismo Paralímpico em junho de 2018. Petrúcio iniciou a corrida na companhia de Yohansson Nascimento e Washington, mas aumentando sua velocidade conseguiu sair à frente e concluir a prova em primeiro lugar. Os dois atletas também foram classificados para a final, Yohansson, em segundo, e Washington,  terceiro lugar.

Neste campeonato em 2018, 
Ferreira também bateu o próprio recorde quando baixou em três centésimos a marca que na competição de  2017, no Mundial de Atletismo Paralímpico de Londres. É possível perceber que o rapaz tem um grande talento quando o assunto é quebrar recordes, até dele mesmo. Em 2017, Petrucio já estava ultrapassando o seu próprio recorde, que alcançou em 2016, nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Ele conseguiu concluir a corrida em 10s57, recorde Mundial, que  lhe rendeu uma  medalha de ouro na categoria T47.

Petrúcio teve a parte superior do braço amputada aos dois anos de idade após acidente em máquina de moer capim, mas isso não foi obstáculo para as conquistas que ele tem hoje. Bater recordes parece ser seu grande vício, mas não é só isso, é a paixão pelo atletismo e o esforço que ele tem.

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