17/01/2020 às 00h34min - Atualizada em 17/01/2020 às 00h34min

O fim de Criminal Minds

Um legado de 15 anos

Fernanda Simplicio - Editado por Bárbara Miranda
FONTE : CBS.
Eu, como redatora, estou um pouco devastada de escrever esse artigo. Confesso que deixo qualquer parcialidade do jornalismo de lado para falar de Criminal Minds.
 
A série Criminal Minds (2005) é fruto da direção de Jeff Davis, que trouxe a BAU (Unidade de Análise Comportamental) do FBI para casa de diversos americanos e consequentemente para o mundo inteiro. Com personagens icônicos, a série dramática e policial conquistou o mundo com sua equipe pra lá de especial.
 
Ao longo dos últimos 15 anos foram elaboradas 15 temporadas de fôlego, em que cada uma continha, na média, 22 episódios. Um trabalho bem executado pela CBS ao longo de todos esses anos. Campeã de audiência até 2015, que chegou a render vários prêmios, como o People’s Choice Award: Drama Criminal Favorito.
 
Criminal Minds nunca passou por grandes mudanças, apesar de ser marcada por algumas polêmicas. O formato da série se manteve o mesmo por todo esse tempo – e talvez esse seja o motivo do seu fim - . E o formato era simples: a BAU recebia algum caso de assassinato de jurisdição na sede do FBI, eles discutiam em sua sala de reuniões, pegavam um jatinho, chegavam a cidade, presenciavam o assassinato de mais 1 vítima e sempre salvava a segunda vítima. E para incrementar esse enredo, o elenco era a chave principal para mover a legião de fãs. Quem nunca quis a inteligência de Spencer Ried (Matthew Gray Gubler) ou a super sala de computadores da Penélope Garcia (Kirsten Vangsness)?
 
Pois é, depois de Criminal Minds, qual série que aguentou mais o mesmo formato durante tanto tempo? Que eu me recorde, só Law and Order, que também segue o mesmo gênero dos oficiais da BAU.
 
Com muito pesar e com todo o meu amor de fã eu digo que Criminal Minds vai deixar saudades. Mas o formato já estava cansando. A queda de audiência foi sentida pela CBS desde que iniciaram o ciclo de polêmicas envolvendo os bastidores da série, como a saída do interprete do chefe de Criminal Minds, Thomas Gibson por agredir o diretor Virgil Williams. O ator foi demitido em 2016. Fora o elenco feminino que reivindicou nos últimos anos equidade salarial com seus colegas, alegando que em todos os anos da série elas foram remuneradas abaixo do esperado e do sucesso da produção.
 
A série sofreu baixas desde então, com mudanças de vários personagens do elenco – apesar de manter uma parte fixa – e também sofreu com a falta de investimento orçamentário para manter uma produção do tamanho de Criminal Minds.
 
Para mim, Criminal Minds vai ficar marcada por muitas coisas, mas principalmente pelo fato de ser uma série que apesar de todas as bizarrices é uma das únicas que se aproxima da realidade das pessoas. Ela não configura romances mirabolantes em corredores de hospitais ou mesmo invoca entidades do outro mundo para prender a audiência.
Criminal Minds é simples, é icônica e vai fazer falta aqui no Brasil, onde era exibida pela AXN e vai fazer falta para o mundo todo. Mas preciso admitir, ela acabou em grande estilo. O que nos resta é esperar terminar essa última temporada, que está em formato pocket, com menos de 11 episódios e aguardar o desfecho de cada personagem.
Prometo que quando me recuperar desse fim (esperado, mas nem tanto) eu volto por aqui para fazer um remember bem completo dessa série.

 
REFERÊNCIAS

 
KOGUT. P: A despedida de Criminal Minds antes do Desgaste. O GLOBO, 09 de jan. 2020. Disponível em: < https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2020/01/despedida-de-criminal-minds-antes-do-desgaste.html>. Acesso em: 11 de jan. 2020.  

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