10/04/2019 às 20h42min - Atualizada em 10/04/2019 às 20h42min

Ansiedade: em guerra com a própria mente

Adrieli Fátima Bonini
Pexels
Imagine-se sem a possibilidade de conseguir respirar. Desespero. Angústia. Medo. Você está imerso em um emaranhado confuso de pensamentos acelerados. Você acha que vai morrer. Na verdade, você está certo disso, a única certeza que está pairando sob você é de que está morrendo. Será enfarto? Seu peito arde, a respiração torna-se cada vez mais árdua. Você pode perder os sentidos. Mas não, você não vai morrer. Sabe por quê? Porque você acabou de ter uma crise de ansiedade. E por mais que a sensação seja devastadora, ela não mata.

A ansiedade envolve dezenas de características nos indivíduos que a possuem. Certas pessoas não conseguem dormir. Permanecem de mãos dadas com a depressão. Assim, apelam aos calmantes. E acabam viciadas em benzodiazepínicos e/ou ansiolíticos, na maioria das vezes tarja preta. Outras, possuem um medo extremo de enfrentar qualquer situação do seu dia a dia. O medo de algo dar errado se faz presente e maior que todos os seus outros pensamentos.

Há pessoas que se sentem extremamente inseguras com sua aparência e, também, por este motivo optam por permanecer no seu conforto. Longe da correria atordoada das ruas e das multidões; o simples fato de encontrar alguém na rua gera, antecipadamente, um medo surreal. É complexo entender e consequentemente explicar as diversas facetas que perpassam pela ansiedade/fobia social.

Há momentos nesta odisseia, no qual, a mente ansiosa pode pregar peças. Ela brinca. Ela zomba. Ela engana. Ela manipula. Faz você pensar coisas inexistentes, as distorções de pensamento. Sim, a ansiedade faz você ser visto como exagerado, como paranoico. Você chega em determinados lugares, o nervosismo começa a cutucar lhe, não é mesmo? As vezes, o suor pode surgir, sim. Mãos suando frio, até mesmo num inverno gelado.

Como se não bastasse sentir todas essas coisas. Tenho certeza, de que, você, ansioso, se sente culpado e se desculpa a todo momento por sentir ansiedade, por estar deprimido, por não conseguir cumprir tarefas, devido a este problema que faz parte do fato de se estar ansioso: a procrastinação. Deixar de comparecer a compromissos, de realizar tarefas da faculdade, de organizar trabalhos domésticos. Então, ao deixar tudo isso de lado, você se sente cada vez mais depressivo, mais ansioso e, com raiva, por se achar insuficiente.

A maior angústia de nós, ansiosos, são as preocupações exacerbadas com o futuro. Por isso, é relevante que você olhe para trás e analise como você lidou com os imprevistos. Como você lidou em situações semelhantes a esta. Se você se sai bem, coloque isso na sua cabeça, VOCÊ É CAPAZ DE RESOLVER O QUE VIRÁ. Mas se olhando para trás você percebe que não conseguiu lidar bem com situações parecidas, então está na hora de olhar, parar e pensar, refletir sobre que ações você teve no passado e o que você precisa fazer de diferente agora.

Ter uma boa noite de sono é essencial, não é mesmo? Procure se desligar cedo das redes sociais. O uso do celular, prejudica muito o seu sono. Além disso, fazer coisas que te deem prazer é extremamente satisfatório. Ter um hobbie, reservar um dia para cuidar de si mesmo. Outro fator importante, é você se monitorar. O que a ansiedade faz em você? (Desconta na comida? Fica sem se alimentar? Possui taquicardia? Gagueja?). E principalmente quais são os gatilhos que fazem você se sentir ansioso. O autoconhecimento é fundamental para tentar manter o equilíbrio diante desse problema. E, acima de tudo, caro leitor, se você for ansioso patológico, procure auxílio profissional. A sua vida e a sua saúde mental valem muito, por mais que você não consiga perceber. VOCÊ É SUFICIENTE!

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