20/02/2020 às 18h18min - Atualizada em 20/02/2020 às 18h18min

Brasil deseja sediar a próxima Copa do Mundo Feminina de 2023

FIFA realizou inspeção em três estados e verificou condições dos locais; anúncio do país sede acontece em junho

Lúcia Oliveira - Editado por Paulo Octávio
Jogadoras do Brasil posam antes do jogo contra o Canadá, na última Olímpiada, na Arena Corinthians, que pode sediar próxima Copa feminina. Fotos: Ricardo Stuckert/CBF
Na primeira semana de fevereiro, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) visitou três dos oito estados indicados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para serem sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2023. Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro receberam representantes da entidade, que avaliaram as condições de seus respectivos estádios. Desde janeiro deste ano, a FIFA começou o processo de inspeção nos países que se candidataram a sediar o torneio. Além do Brasil, a federação visitou a Colômbia. Nos próximos dias deve ir à Austrália-Nova Zelândia, entre 17 e 22 de fevereiro. Japão será o último a ser visitado entre 24 e 27 do mesmo mês, 

De acordo com a FIFA, a inspeção está dividida em aspectos que possuem valores percentuais distintos: relevância de infraestrutura corresponde a 70% – em que 35% se refere à qualidade dos estádios e 15% às instalações para equipes e árbitros. As acomodações em geral simbolizam 10%, as quais englobam também os locais de transmissão. Além disso, os 30% restantes estão associados às previsões comerciais. Em um comunicado oficial, a entidade reforçou que tais inspeções têm o objetivo de "avaliar certos aspectos técnicos contidos nos livros de licitações e discutir os planos gerais para o desenvolvimento do futebol feminino nos respectivos países". E que até 2022 investirá cerca de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,17 bilhões). 

Em 2019, a CBF havia disponibilizado oito opções de sedes: Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Mané Garrincha), Manaus (Arena da Amazônia), Porto Alegre (Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena Corinthians). 
Durante uma coletiva de imprensa na sede da CBF, na última terça-feira, o diretor de futebol feminino da Confederação, Marco Aurélio Cunha, afirmou que o Brasil conta com o fato de que a organização do futebol nacional possui grande prestígio ao redor do mundo e, por isso, há grandes chances de sediar o próximo Mundial Feminino. 

 
 Todas as competições são relevantes para o Brasil receber e o compromisso da CBF é estar sempre à frente promovendo competições. Hoje, felizmente, a CBF goza de excelente prestígio internacional, e na minha opinião é um exemplo de gestão. Há outros países buscando o mesmo desejo, que é fazer a Copa do Mundo Feminina, mas acho que o Brasil tem uma grande chance. E se não for nessa será na próxima. Cada vez que houver uma possibilidade tenho certeza que nós seremos candidatos a receber competições importantes do futebol", disse 

O resultado das vistorias e o país sede da Copa Feminina de 2023 só serão divulgados em junho durante o congresso da FIFA, que acontecerá em Addis Ababa, na Etiópia. Na ocasião, 33 dos 37 membros – em quem quatro representam os países candidatos – existentes no conselho decidirão, por meio de uma votação, onde será a sede da competição.

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