07/04/2020 às 12h53min - Atualizada em 07/04/2020 às 12h53min

CBF propõe medidas para evitar impacto financeiro dos clubes menores

Entidade vai destinar R$ 19 milhões de reais para equipes das séries C e D

Brendo Romano - Editado por Paulo Octávio
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Devido a paralisação do futebol, por causa da pandemia de Coronavírus, os clubes da Série C e D sofrem com as quedas de receitas.  Muitas das agremiações  deixaram de receber os valores referentes aos patrocínios. Com isso, os jogadores e funcionários sofrem com atrasos de salários. Para ajudar a diminuir o impacto financeiro dos clubes, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai destinar R$ 19 milhões para os clubes da Série C e D, e para as equipes das Série A1 e A2 do Brasileirão Feminino.

Os pagamentos começarão a ser realizados nesta terça (7) e deverão auxiliar 140 equipes. Cada time receberá o equivalente a duas folhas salarial média dos jogadores dessas divisões. Em comunicado, a CBF esclareceu que os valores são um auxilio durante a paralisação do futebol. A organização doou também 120.000 reais para cada uma das federações estaduais brasileiras. Confira como ficou a divisão dos R$ 19.120.000 para as equipes e federações:
  • Série D participam 68 clubes, o auxilio individual será de R$ 120.000, totalizando R$ 8,16 milhões.
  • Série C participam 20 equipes, o auxilio individual será de R$ 200.000 mil, totalizando R$ 4 milhões.
  • Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino participam 16 equipes, com auxilio individual de R$ 120.000, num total de R$ 1,92 milhão.
  • Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino participam 36 clubes, com auxilio individual de R$ 50.000, totalizando R$ 1,8 milhão.
  •  Para as 27 Federações Estaduais, serão doadas R$ 120.000 por agremiação, totalizando R$ 3,4 milhões.
 
Entretanto, a CBF já havia realizado outras medidas de apoio como a isenção da taxa de registros e transferências de atletas por tempo indeterminado, o que deve gerar aos times uma economia de R$ 4 milhões. Foi proposto também o adiantamento de R$ 600.000  referentes aos direitos de transmissão para as agremiações da Série B do Campeonato Brasileiro. E também o adiantamento da taxa de arbitragem no valor de R$ 900.000. Todas essas questões foram tomadas em resposta a solicitação realizada pelos clubes da Série C na semana passada. As agremiações alegam que sem as receitas dos programa de sócio-torcedor e de patrocínios eles não teriam como se manterem durante a pandemia.

Goleiro do Ferroviário revela medidas adotadas pelo clube

O goleiro Nicolas Andrei, que defende o Ferroviário, disse como ele esta lidando com a paralisação do futebol brasileiro. Andrei também revelar quais medidas foram tomadas pelo clube cearense e suas dificuldades. “ [A suspensão das atividades é] necessária, para que se evite uma contaminação em massa. Toda paralisação de atividade na sua forma plena implica em perda de condições físicas e técnicas. Não poder estar treinando e jogando, ainda que se faça necessário, é difícil”, comentou.


Nícolas em ação pelo Ferroviário. Foto: Pedro Chaves

O clube tem adotado algumas medidas de segurança, e os jogadores têm treinado em casa. Os exercícios propostos são enviados pela comissão técnica por Whatsapp, como revela Nícolas Andrei. “Temos recebido diariamente através do Whatsapp pelo nosso preparador físico instruções sobre os treinos que realizamos em casa. Eles nos passam uma série de exercícios que pode ser adaptados se fazer em casa. São exercícios de força e agilidade”, revelou. Por fim, o atleta afirmou que não se sabe se haverá uma  redução salarial. “Temos uma reunião marcada com a direção para falar sobre isso. Ainda não foi definido nada”, encerrou.

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