14/04/2019 às 19h04min - Atualizada em 14/04/2019 às 19h04min

Lollapalooza Brasil: 30,3km percorridos em 3 dias

Carina Gonçalves
Festival anual mais esperado em São Paulo com 71 atrações, incluindo artistas nacionais e internacionais, em quatro palcos e ... pessoas aproximadamente presentes. Esse evento é o Lollapalooza Brasil, que ocorreu no Autódromo de Interlagos, nos dias 5, 6 e 7 de abril e com pessoas de todo o Brasil e outras nacionalidades, como argentinos e paraguaios.

O Lollapalooza agrega os melhores shows de músicas, boa gastronomia, marketing, lugar de relaxar, apoio à sustentabilidade e arte ao mesmo tempo. Todo esse espaço de diversão começou pela ideia do cantor Perry Farrell, da banda Jane’s Addiction, na turnê de despedida de 1991 até 1997. A ideia foi revivida em 2003. Inclusive ele esteve para presenciar o evento.

Caso você não foi um dos presentes acompanhe o diário de bordo a seguir sobre cada dia do evento e sinta-se convidado para, a partir do relato, estar dentro do Lollapalooza.

1° Dia: Soltem os macacos

As principais atrações foram Trove Sivan, The 1975, Tribalistas, Sam Smith e Arctic Monkeys, sendo este último o mais esperado da noite.

Nesse ano estava sozinha no festival, mas não totalmente, por sempre conversar com as pessoas e fazer novas amizades, conhecendo assim novas realidades. Então caso esteja com medo de ir sem companhia saiba que você vai curtir como se estivesse com a galera.

Na conversa conheci três meninos e suas amigas, ficamos juntos na fila do stand do Doritos na frente do palco na entrada. A estrutura era toda colorida, de dois andares e com formatos de triângulos laranja, roxo e vermelho. Havia uma fila enorme, que durava cerca de 1h30. A recompensa; viver a experiência incrível de uma das três cabines de fotos, além de ganhar uma linda pochete vermelha. Além de ter conseguido conhecer Eduardo Camargo e Filipe Oliveira, donos do canal do Youtube “Diva Depressão”.


Fotos: Carina Gonçalves

Caminhando para a entrada do palco principal havia um grupo fazendo vários grafites num grande muro branco. Um dos grafiteiros era o Antonini, que explicou ser membro do time montado pelo Jey 77, dono do Ateliê 7782, contratados pela T4F para produzir uma arte durante todos os dias do evento. Ele explicou que; “importância é que o belo e a arte vêm do ponto de vista de cada um. Então aqui nos temos a liberdade de ter um universo imenso de pessoas que tem várias visões e estar passando a nossa reflexão através da arte para todo mundo”.

Após a entrevista, fui ao show do Troye Sivan - palco Adidas, bem em frente ao palco Onix; a fila de ambos enormes. A Adidas e Onix trouxeram produtos da marca, que se tornaram pequenas atrações do festival. Tive a oportunidade de participar de uma live durante o show do The 1975. Apareci junto com mais alguns sortudos selecionados e os influenciadores digitais; Danielle Diz, Maria Eugenia, Gusta e Thaynara apresentando um jogo de eu JÁ ou NUNCA. Terminando o dia, assisti o último show da turnê dos Tribalhistas. Por fim Sam Smith e, em seguida, o mais esperado; Arctic Monkeys.

2° Dia- Cadê o trovão? Ah, Fake News


Fotos: Carina Gonçalves

Apesar de exaustos do dia anterior ainda restava animação para as apresentações mais esperadas de Duda Beat, Lany, Silva, Vintage Culture, Leny Kravitz, Post Malone, Steve Aoki e Kings of Leon.

Nesse dia, o festival estava ocorrendo como previsto e Lany havia acabado de tocar a terceira música quando a produção anunciou: “interrompemos o show por tempo indeterminado devido ao vento forte”. Mas, depois de um tempo o risco de trovão era geral e fez todos os shows, stands e toda a programação parar, deixando o público desesperado.

Começou uma chuva forte que fez todos quererem ir aos stands, que não permitiram a entrada de ninguém e mandarem todos para a saída de emergência. Nesse contexto, se já havia gente desesperada, houve uma procissão que terminou com uma barricada de seguranças fazendo todos voltarem encharcados procurando por abrigo.

Naquele momento parecíamos estar fugindo de bombas em forma de chuva nas nossas cabeças. Todo esse cenário durou quase três horas até a chuva terminar e uma multidão surgir de todos os lugares para assistir o primeiro show que aparecesse.

Porém quem estava no lado de fora também sofreu com a paralisação. Eles não poderiam entrar no festival e quem estava dentro não poderia sair. Mas, depois da crise de água, todos que não desistiram da fila entraram e o resto do dia seguiu o fluxo.

3° Dia: Já acabou?


Fotos: Carina Gonçalves

O último dia estava acompanhado de grandes artistas como Gabriel O Pensador, Iza, Interpol, Rufus du Sol, Twenty One Pilots (melhor apresentação) e Kendrick Lamar fechando o festival.

Durante esse dia todos queriam ganhar os prêmios oferecidos pelas marcas, principalmente porque estava acabando, o que produziu filas enormes. Assim, com grande demora fiquei três horas na fila da Fini para ganhar uma meia.

Porém, esse tipo de fila é uma via de mão dupla; pode acontecer de te fazer perder show, mas te recompensa com pessoas incríveis. Conheci o Rolandinho, do canal Pipocando, junto com o Shake. Talvez tenha o dom de conhecer influenciadores, nos três dias de festival pude conversar com oito deles.

Gostaria de detalhar todo o festival, mas como não é possível, irei detalhar a melhor apresentação de todas; Twenty One Pilots. Eles interagiram o show inteiro com o público. Nessa apresentação havia um carro no meio do palco que acendeu chamas durante alguns momentos. Se esse item já gera burburinho, imagine a bateria que deslocada para cima da galera e Josh Dun tocando sem parar, inclusive mais tarde ele realizou uma competição de bateria consigo mesmo através de um vídeo. Mas, nem se fala da relação com o público e a sua subida na parte de transmissão das emissoras do Tyler Joseph. Assim, com tantas emoções, terminou mais um ano do Lollapalooza Brasil.
 
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