22/05/2020 às 20h29min - Atualizada em 22/05/2020 às 20h29min

Dados dos testes feitos com vacina promissora contra a Covid-19 são insuficientes, apontam especialistas

Vacina produzida pelos EUA mostrou resultados positivos, mas ainda é cedo para afirmar eficácia

Por Isabela Tavares - Editado por Luana Gama
Reuters / G1
Valor Econômico - O Globo

Após a empresa de biotecnologia norte-americana Moderna anunciar que testes iniciais da vacina experimental contra a Covid-19, apresentaram resultados positivos, o site especializado em Saúde Stat News, disse na terça-feira (19), que os testes não garantiram dados suficientes para que a eficácia da substância seja avaliada. 

 

A Moderna disse em um comunicado na segunda-feira (18), que oito dos 45 voluntários do estudo desenvolveram anticorpos contra o vírus e que a vacina se mostrou ser “segura e bem tolerada em geral”. A vacina é a primeira a ser testado em humanos no mundo. Mas, de acordo com especialistas ouvidos pelo Stat News, há alguns pontos que precisam ser observados: 

 
  • Não foram divulgados dados sobre respostas ao medicamentos dos outros participantes no estudo;
  • Faltam informações sobre as idades dos oito indivíduos cujos anticorpos foram analisados, ponto importante dado o fato de que o vírus é especialmente letal para pessoas mais velhas;
  • Faltam comentários do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parceiro da Moderna e do governo dos EUA no desenvolvimento da vacina;
  • Os dados são baseados em respostas iniciais à vacina, deixando em dúvida quanto tempo a imunidade produzida pela vacina pode durar.
 

Para garantir que a vacina realmente funciona e é segura para os humanos, a substância terá de passar por outras fases: a segunda etapa de testes está prevista para junho com participação de 600 voluntários, onde se saberá qual a resposta imunológica do organismo (imunogenicidade). A terceira fase, se acontecer, será realizada em julho, com objetivo de avaliar a eficácia da fórmula. Já a última fase será a distribuição para a população, caso a substância seja aprovada pelo FDA, agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

 
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