19/06/2020 às 12h17min - Atualizada em 19/06/2020 às 12h12min

Secretaria de Segurança Pública segue investigando crimes de pedofilia e assédio sexual praticados na internet

Rute Moraes - Edição: Giovane Mangueira
foto/reprodução Correio de Minas
Nos últimos dias, a internet foi tomada pelo que chamamos de “cultura do exposed”. Pessoas que surgem em redes sociais, como, Twitter, Instagram e Facebook, fazendo diversas acusações a determinados grupos ou indivíduos. As motivações que as levariam a tal ponto, seriam o fim dos crimes que são cometidos e acobertados, mais do que isto, essas pessoas parecem estar buscando uma espécie de justiça.

Em um primeiro momento, começaram a surgir acusações envolvendo um influenciador digital, conhecido como, PC Siqueira, por envolvimento em pedofilia e o crime de compartilhar imagens de pornografia infantil, só que logo no início, o youtuber negou qualquer relação no caso.

Só que a internet que não descansa e, internautas logo se encarregaram de descobrir e expor áudios do jovem PC Siqueira. Os áudios continham o próprio PC, comentando acerca de uma foto que uma mãe o havia enviado de uma criança de seis anos. Nos áudios, Siqueira que parece estar em êxtase, comenta como a imagem o deixou excitado. 

Na manhã da última terça-feira (16), outra polêmica tomou conta das redes sociais, foi A #SeExplicaAmazon, em que acusava o site de vendas Amazon, de comercializar um livro que continha diversas imagens de crianças nuas, em especial meninas. Em poucas horas, o livro foi tirado do ar, até o momento a empresa não se pronunciou.

Já na última quinta-feira, 16, outro exposição veio à tona. Um perfil no Instagram e um grupo no Facebook, receberam diversas acusações de pedofilia e uso de pornografia infantil. O tal perfil no Instagram, se chama @baúdecalcinha, e ao que parece, trata-se de um lugar onde os seguidores enviam fotos de calcinhas de meninas desconhecidas, muitas delas nem sabem que estão sendo expostas deste modo. O perfil é privado, e até o momento encontra-se com cerca de 306 seguidores e 69 publicações.

Já o grupo no Facebook, atende pelo mesmo nome, “Baú de calcinha”, parece ter a mesma relação de administradores do perfil do Instagram. Algumas pessoas que estão como infiltradas nele, fizeram um exposed com alguns prints de publicações que circulam nele. Nas imagens é possível notar, que os integrantes postam fotos de peças íntimas de suas enteadas, filhas, vizinhas e cunhadas, na maioria das vezes tiradas delas, sem que saibam. Frases como “Roubei da minha filha, e ainda não devolvi”, seguidos de comentários como “Qual a idade dessa delícia?”, e o pai ou padrasto responde que a menina tem apenas 16 anos.

Outras denúncias que também foram feitas recentemente foram, o de perfis no Twitter e Instagram. Os perfis em questão, usam fotos de crianças no ícon do user, e o detalhe que choca, é que na verdade são adultos os donos dos perfis. Eles parecem se utilizar dessa “imagem” criada nas redes, para assim se achegar a outras crianças que estão nas redes sociais. A luta dos usuários que denunciam este tipo crime, é incansável. Por mais que eles tentem derrubar os perfis, parecem estar inseridos dentro de uma teia de aranha. Eles relatam que, quanto mais procuram, mais se encontra perfis desta índole. É como se um chama-se o outro.


A Secretaria de Segurança Pública segue investigando o caso tanto o caso do PC Siqueira, como outros crimes praticados na internet.
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