24/06/2020 às 00h55min - Atualizada em 24/06/2020 às 00h53min

Japão desiste de sediar Copa do Mundo Feminina em 2023

Fifa vai anunciar a sede em breve; Colômbia ou Austrália/Nova Zelândia deve receber o torneio

Emille Beatriz Costa - Editado por Paulo Octávio
Gianni Infantino, presidente da Fifa, anunciará em breve a sede da Copa Feminina. Foto: Matthias Hangst /Getty Images
Faltando apenas três dias para o anuncio oficial da Fifa, o presidente da federação de futebol do JapãoKozo Tashima, anunciou por videoconferência que o país não irá mais sediar a Copa do Mundo Feminina de 2023. Ainda no comunicado, a Associação de futebol do Japão afirmou que continuará apoiando financeiramente os clubes que foram afetados. Agora Colômbia e a candidatura conjunta entre Austrália/Nova Zelândia sao os favoritos para receber o mundial.

A JFA disse que um dos principais motivos de ter retirado a sua candidatura foi a falta de apoio da Federação de Futebol do Sudeste Asiático, que deixou bem claro o seu apoio pela Austrália/Nova Zelândia. Tashima não descartou uma possível candidatura no futuro. Por mais que tivesse sediado a Copa do Mundo de 2002, junto com a Coreia do Sul, o Japão nunca recebeu a uma Copa Feminina. A justificativa do Japão foi que com o adiamento das Olimpíadas, ficaria difícil sediar outro evento de grande porte.

O Brasil já tinha desistido da candidatura antes da avaliação ser feita por falta de apoio do governo. A CBF já tinha mostrado apoio  a Colômbia, na esperança de que o Mundial venha para a América do Sul pera primeira vez. Porém o grande favorito para sediar a Copa é a Austrália/ Nova Zelândia, que recebeu a maior pontuação na avaliação oficial. De acordo com a Fifa, os países da oceania  receberam a melhor nota global (4,1 de 5). Porém, essa candidatura pode se complicar devido aos grandes componentes transfronteiriços a serem administrados.

Segundo relatório apresentado os países com candidatura conjunta ofereceram 13 estádios para receber os jogos da competição. As cidades que foram apresentadas para serem sedes são: Adelaide, Brisbane, Launceston, Melbourne, Newcastle, Perth e Sydney, essas são na Austrália; Auclkand, Christchurch, Dunedin, Hamilton e Wellington, essas são na Nova Zelândia. Ja a Colômbia oferece 10 estádios em, Armenina, Barranquilla, Bogotá, Bucaramanga, Cali, Cartagena, Cúcuta, Manizales, Medelín e Pereira.

“O futebol feminino passa por um momento de franca expansão, a CBF tem feito investimentos importantes para melhorar o calendário, as competições, as estruturas e a divulgação da modalidade. Temos que aproveitar os excelentes equipamentos espalhados pelo país e a vinda da Copa do Mundo teria um efeito muito positivo para isso”, seguiu o dirigente.

 
O anuncio do novo país que irá sediar a Copa sairá nesta quinta-Feira (25) e será escolhido através de votação do conselho da Fifa. “A Copa do Mundo Feminina da Fifa é o gatilho mais poderoso para profissionalização do futebol feminino, mas acontece apenas uma vez a cada quatro anos e é apenas o topo da pirâmide muito maior. Enquanto isso, temos o dever de estabelecer as bases e fortalecer a infra-estrutura de desenvolvimento do futebol feminino em todas as confederações,” disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

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