25/06/2020 às 11h28min - Atualizada em 25/06/2020 às 11h20min

O futebol feminino sofre em meio à Pandemia

CBF tenta amenizar a crise financeira causada pela paralisação de campeonatos em meio à pandemia de coronavírus

Bianca Costa - Editado por Paulo Octávio
Foto André Durão
O futebol brasileiro segue paralisado devido à pandemia do novo Coronavírus, e naturalmente com menos verba que os elencos masculinos, as equipes de futebol feminino sofrem ainda mais com essa paralisação dos campeonatos. Por ser um produto considerado menos lucrativo no Brasil, a modalidade feminina acaba sendo uma das primeiras na mira de cortes financeiros em alguns clubes. Em meio a essa Pandemia, as jogadoras seguem longe dos gramados com muitas incertezas, sem saber se vão estar empregadas ou se receberão seus salários nos próximos dias.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), cedeu aos times femininos R$120 mil reais para as equipes que disputam a Série A1 do Brasileirão e para as equipes da Série A2 a quantia de R$50 mil. Apesar disso até o último mês, a CBF não havia exigido que os clubes prestassem contas de como usariam as verbas. O Sport recebeu o auxílio de R$50 mil para ser utilizado com a equipe feminina, porém usou apenas R$10 mil e o resto do dinheiro teria sido usado para outras despesas.

No Vitória (BA) a situação é pior, mesmo após o recebimento do auxílio as atletas continuam reclamando dos atrasos. “Há jogadoras no clube que não recebem salários desde agosto de 2019, e as mesmas estão no departamento médico, sem contar uma atleta do clube que está esperando a um ano para fazer uma cirurgia e não tem uma resposta do time”, relata atleta do clube.

Alguns clubes tiveram que fazer uma redução no salário das jogadoras como o Corinthians, Santos, Grêmio e Ponte Preta. Além de diminuir o salário a Ponte  também dispensou algumas de suas atletas o Atlético Mineiro também dispensou algumas jogadoras para poder minimizar custos.

O Presidente da Associação Paulista de Futebol, Prisco Palumbo, fala sobre o risco dos clubes deixar de investir nos times femininos. “Acontece o seguinte: a equipe, pela FIFA, pela Sul-Americana e pela Confederação Brasileira, tem que ter o feminino agora para disputar qualquer competição Sul-Americana. Vamos supor que o Corinthians se classifica para a Libertadores. Se não tiver feminino, ele não disputa. Mas uma equipe humilde do Campeonato Paulista, que não tem futebol profissional, pode ser que pare com o feminino. Porém com essa lei da FIFA da obrigatoriedade de ter o feminino para os clubes grandes eles não vão parar”, explica.

Como fica os campeonatos do futebol feminino:

Os clubes femininos estavam indo para 5ª rodada do Campeonato Brasileiro quando a paralisação por causa do Covid-19 começou. O Campeonato Paulista ia começar no dia 12 de abril com 16 equipe participando da competição em São Paulo. Em reunião na Federação Paulista, foi combinado que as equipes terão de 20 a 30 dias para se prepararem antes das competições voltarem e que o campeonato deve ser mais curto. .
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