30/06/2020 às 12h30min - Atualizada em 30/06/2020 às 12h14min

Grupo da oposição protocola pedido de afastamento de Andrés

Diretoria critica o que chamou de "oportunismo eleitoral"; Corinthians terá eleições em novembro

Gabrielly de Souza - Editado por Paulo Octávio
Andrés Sanchez. Reprodução: Gero Rodrigues/Ofotográfico/Folhapress
O grupo de oposição Frente Liberdade Corinthiana protocolou na 4ª Vara Cível do Fórum do Tatuapé o pedido de afastamento de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians. Como justificativa para o pedido de impeachment, o grupo opositor apontou irregularidades e desrespeito ao estatuto do clube. A atual diretoria rebateu  e em nota oficial chamou a solicitação de “oportunismo eleitoral”.

O principal argumento é de que o clube contraiu R$ 70 milhões em empréstimo junto aos bancos BMG e Daycoval sem aprovação interna, o que vai contra o estatuto. Além disso, em 2019 as contas foram fechadas com uma dívida de R$ 665 milhões, e, atualmente, o clube deve dois meses de salário ao elenco.

O estatuto do Corinthians afirma que empréstimos acima de 10 mil salários mínimos precisam da autorização do Conselho de Orientação, mas essa determinação não foi observada pela presidência [...] Estamos pedindo o afastamento imediato do dirigente porque entendemos que ele não observou as regras legais e estatutárias. O estatuto do Corinthians em seu artigo 106 é claro: ‘O presidente deverá ser destituído quando não observar os mandamentos de seu estatuto’. – afirmou o advogado Cristiano Medida, representante da "Frente Liberdade Corinthiana".

O processo aberto foi assinado por 19 pessoas, 13 dessas são conselheiros do clube. Mesmo assim, a diretoria atual alega encarar a situação com tranquilidade. E que o pedido é “movido por um grupo político rumo a um pedido judicial de natureza estranha e apressada”. A atual administração diz que o clube já possui órgãos próprios competentes para julgar tais irregularidades, referindo-se ao Conselho de Orientação (CORI) e ao Conselho Deliberativo.

Andrés Sanchez foi eleito em março de 2018 e vai encerrar seu mandato no final desse ano. Sanchez não pode se candidatar a reeleição e até o momento não apontou se apoiará algum candidato na eleição presidencial, que ocorrerá no dia 28 de novembro. Somente Augusto MeloPaulo Garcia Mário Gobbi possuem candidaturas oficializadas e estão aptos a disputar a presidência.

Já o grupo da situação, o “Renovação e Transparência”, até o presente momento não apresentou nenhum candidato à presidência para representá-los. Duílio Monteiro Alves, atual diretor de futebol do clube é tido como um dos principais possíveis representantes.

Confira na integra a nota oficial publicada em 29/06/2019 

A administração do Sport Club Corinthians Paulista recebe com tranquilidade o evidente atropelo do Estatuto e o oportunismo eleitoral, que movem um grupo político rumo a um pedido judicial de natureza estranha e apressada.
Estranha porque o clube tem órgãos independentes aos quais cabe requisitar os devidos esclarecimentos à gestão executiva, notadamente o CORI (Conselho de Orientação) e o Conselho Deliberativo. Apressada porque, em meio a uma paralisação sem precedentes no futebol, provoca tribunais de forma marqueteira, sem qualquer zelo pela imagem do clube, com o único intuito de antecipar —em um semestre— o processo eleitoral interno.
 

 

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