03/07/2020 às 15h22min - Atualizada em 03/07/2020 às 15h16min

Após pressão, Washington Redskins deve trocar seu nome

Nome Redskins é associado aos indígenas americanos

Bernardo H. Amaro - Editado por Paulo Octávio
Logo de um índio no capacete do Washington Redskins . Foto:Getty Images
O Washington Redskins anunciou que fará uma reunião entre seus departamentos para uma possível troca no nome e logo do time.  A franquia sempre foi questionada quanto ao nome “Redskins” (que significa peles vermelhas),  pois nenhum membro do clube em sua história é de alguma tribo ou organização indígena. Já ocorreram campanhas sobre essa mudança por representantes do Congresso Nacional Indígena Americano (NCAI) desde 1940.

Todas as páginas das redes sociais do clube americano publicaram o comunicado. Os torcedores e moradores da região participam fortemente dos protestos contra a violência e o preconceito contra negros no país e pedem mais igualdade entre as raças. Isso na esteira das manifestações contra violência policial após a morte de George Floyd , que eclodiu em novas pautas.

“Esse processo permite que a equipe leve em consideração não apenas a orgulhosa tradição e história da franquia, mas também insira nossos ex-jogadores, a organização, os patrocinadores. A liga nacional de futebol e a comunidade local que é representada dentro e fora do campo” disse o proprietário da equipe, Dan Snyder.
 
Em 2013,  Snyder, afirmou que a parte mais importante do nome era a associação com sua história pessoal.  Já em 2016, o time fez uma pesquisa com representantes da comunidade indígena americana. Dentre 504 entrevistados, 90% afirmaram não se sentir incomodado com o nome. Mesmo assim, especialistas da história dos Estados Unidos repreenderam o nome. “A pesquisa não reconhece os impactos psicológicos que esses nomes e imagens racistas têm sobre os índios americanos e nativos do Alasca. Não é respeitoso com quem somos como nativos. Essa pesquisa ainda não está certa” disse Jacqueline Pata, diretora executiva da NCAI, na época.
 
Já em 2017, um grupo  de ativista nativos americanos informaram em sites que o time havia mudado de nome para Washigton Redhawks, para que assim houvessem mais discussões sobre a troca do termo “Redskins”.
 
A própria patrocinadora do estádio, a FedEX, já havia pedido a troca do nome do time essa semana, segundo o New York Times. A empresa também afirmou que não irá se pronunciar sobre o estado do contrato de patrocínio. Desde então as vendas de produto do time pelo site da Nike caíram absurdamente. Só que ainda não se sabe se foi por causa do pronunciamento da FedEx ou devido a crise causada pela pandemia do Covid-19.

Ron Riveira, técnico do time, também se pronunciou através do comunicado. Ele disse que o problema é de importância pessoal dele e que está animado de trabalhar mais próximo com o seu chefe. Isso para que eles continuem na missão de honrar e ajudar os nativos americano e o exército do país.

Atualmente, os Redskins são a 4° franquia mais valiosa da NFL, segundo a Forbes. O time já foi campeão por cinco vezes, as três últimas conquistas já na era do Super Bowl. É uma das equipes mais tradicionais da liga foi fundada em 1932. Porém, na temporada 2019-2020, clube perdeu 13 jogos e está com a segunda pior campanha, atrás somente dos Jaguars.
 
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