08/07/2020 às 18h50min - Atualizada em 08/07/2020 às 18h24min

O Surfe Brasileiro

Larissa Moreira
Reprodução WSL / Ed Sloane
No Brasil, os pioneiros do surfe surgiram na cidade de Santos na década de 30. O primeiro homem a surfar nas praias do Brasil chama-se Thomas Rittscher Júnior, também responsável por criar a primeira prancha, assim como a sua irmã, Margot Rittscher que foi a primeira mulher a surfar no país.
 
Em 1938, com apenas 16 anos, o paulista Osmar Gonçalves juntamente de seus amigos, João Roberto e Júlio Putz ousaram em criar suas próprias pranchas, eram feitas de madeira, mediam 3,60 metros e pesavam oitenta quilogramas. As primeiras pranchas de fibra chegaram ao Brasil somente em 1964, diretamente da Califórnia.

Em 1965 foi fundada a Associação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro, a primeira organização de Surf no país. No mesmo ano, o primeiro campeonato oficial de surf foi realizado. No entanto a prática só foi considerada esporte em 1988, pelo Conselho Nacional de Desportos.

Em 1989 fundou-se a Federação de Surfe do Estado do Rio de Janeiro, até então, a segunda entidade no país. Atualmente, a organização de Surfe no Brasil refere-se a Confederação Brasileira de Surf qual é filiada do Comitê Olímpico Brasileiro e a "Associação Brasileira dos Surfistas Profissionais".

BRAZILIAN STORM
Hoje  no cenário esportivo existe a Brazilian Storm (Tempestade brasileira) que protagoniza uma forte predominância dentro do esporte. Em 2014, o surfista Gabriel Medina sagrou-se campeão mundial e marcou seu nome na história do Surfe como o primeiro brasileiro a conquistar tal feito. Em 2018, Medina repetiu o grande feito. Devido a sua trajetória, o atleta tem feito o seu nome se destacar como o melhor surfista brasileiro da história. Além de ser um dos grandes e principais nomes do esporte, o bicampeão mundial tem uma influência fora do normal também fora dos mares.

O instituto Gabriel Medina, que reside em Maresias desde 2017, tem como objetivo formar surfistas profissionais visando a educação esportiva com excelência e progredindo cada vez mais. Essa geração de surfistas conta também com outros grandes nomes como Adriano de Souza, o Mineirinho, que teve a conquista mundial em 2015 e Italo Ferreira que em 2019 levou a melhor. Filipe Toledo, Yago Dora, Jadson André, Jesse Mendes e Miguel Pupo são outros nomes de alto nível que se destacam e fazem com que essa 'tempestade' ganhe ainda mais potência e se isole de ser passageira. Essa representatividade faz com que a modalidade consolide um espaço ainda mais prestigiado que consiste em um número significativo que só tende a crescer.

No ano de 2019, pode se dizer que um grande marco foi alcançado, o Surfe foi incluido como esporte olímpico. Esse reconhecimento é tido como uma importante evolução do esporte que luta há tantos anos para ter esse feito. Os representantes do Brasil nas Olímpiadas serão Gabriel Medina e Italo Ferreira.

Visto que nos dias de hoje, é o esporte que vive o melhor momento no cenário brasileiro, precisamos de mais força, fazer com que se torne essencial, os nossos atletas merecem.

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