10/07/2020 às 14h19min - Atualizada em 11/07/2020 às 14h13min

O impactos da passagem da capital paulista para fase amarela do Plano SP

Entenda como isso pode afetar as demais cidades das regiões metropolitanas

Gabriela Pereira - Editado por Caroline Gonçalves
Reprodução/ Governo do Estado de São Paulo
Na última segunda feira (6), a capital de São Paulo passou para fase amarela do Plano SP, que consiste em uma reabertura gradual de estabelecimentos baseado no número de óbitos por COVID-19, ocupação dos leitos de UTI e novas internações decorrentes da doença. Nessa nova fase, bares e restaurantes estão autorizados a funcionar seguindo uma série de exigências e em horários reduzidos, além de salões de beleza e academias.

 
ENTENDA AS FASES DO PLANO SP


Reprodução/ Governo de estado de São Paulo 
 
No entanto, a decisão causa impactos diretos nas cidades da região metropolitana, uma vez que existe um grande fluxo diário de trabalhadores entre essas cidades. A preocupação é se a mudança de fase da capital causará aumento no número de casos da região metropolitana.

Considerando que grande parte da população de cidades vizinhas trabalha na capital, é difícil não se preocupar com possíveis aumentos nos números de casos da doença, uma vez que ocorrerá maior fluxo de pessoas trabalhando e utilizando os serviços disponíveis.

Além disso, a reabertura afeta mais duramente a classe trabalhadora que já estava muito exposta ao vírus por conta da superlotação dos transportes públicos. De acordo com a estudante de jornalismo Aline Izabel da Silva Macedo, que faz uso do transporte publico na região da grande São Paulo, no horário de pico os ônibus são extremamente cheios, sem a possibilidade de fazer o distanciamento social, “tive que trocar o horário do meu estagio para minha preservação” afirma a estudante. 

FALTA DE ESTRUTURA
 
Caso essa parcela da população que trabalha em SP, mas mora em outras regiões, contraia o vírus, terá que se tratar nas unidades de saúde das suas cidades, todavia grande parte dos municípios não tem mais capacidade para suportar essa demanda.

Para o vereador de Guarulhos, Rafa Zampronio (PSDB), a segunda maior cidade do estado e com mais de oito mil casos confirmados da COVID-19, São Paulo ainda não atingiu níveis que a organização mundial da saúde (OMS) julgaria adequado para reabertura gradual ou total do comercio.

Em nota, a assessoria de imprensa do estado disse que: “O Governo de São Paulo esclarece que, de forma transparente, pactuou com as regiões todo o regramento do Plano SP, que prevê a retomada gradual e consciente da economia, sempre amparado pela ciência. O faseamento é regionalizado e segue sob monitoramento contínuo e diário, permitindo inclusive intensificação de medidas mais restritivas, se o Centro de Contingência do Coronavírus identifique necessidade”.

Reprodução/ Governo do Estado de São Paulo


 
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