30/07/2020 às 15h07min - Atualizada em 30/07/2020 às 14h32min

OMS fala sobre fim do fechamento das fronteiras e pede aumento do esforço no combate à Covid-19

Para chefe do programa de emergências da OMS, Mike Ryan, é provável que países não consigam deixar as fronteiras fechadas por muito tempo

Ana Clara Soares - Alexandra Machado
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS / Foto: Denis Balibouse/Reuters

Desde o aumento exacerbado das infecções por Covid-19, diversos países fecharam as fronteiras e adotaram medidas restritivas com viajantes que chegassem de outros locais. Após um tempo, com a queda no número de casos e as flexibilizações, alguns lugares voltaram atrás e reabriram as fronteiras, além de diminuir ou flexibilizar a quarentena obrigatória para quem chegava de fora. Porém, um novo aumento do indíce de casos levou alguns países a repensarem a situação, principalmente países europeus, em relação à Espanha.

As proibições de viagens internacionais não podem ser feitas por tempo indeterminado, além disso, os países terão que manter os esforços para diminuir os casos de infecção do novo coronavírus dentro das fronteiras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), na coletiva de imprensa virtual da última segunda-feira (27), em Genebra.

O chefe do Programa de Emegências da OMS, Mike Ryan, afirmou que é muito difícil que os países sigam fechados. "Será quase impossível para países individuais manter suas fronteiras fechadas em um futuro previsível. As economias têm que se abrir, as pessoas têm que trabalhar, o comércio tem que recomeçar", disse Ryan.


Abertura em segurança

De acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS, para que as fronteiras sejam abertas com segurança para os moradores, é necessário seguir as medidas de saúde indicadas pela Organização, como uso de máscaras e evitar contatos e aglomerações, para que os números de casos e óbitos não subam outra vez. "Onde estas medidas são seguidas, os casos diminuem. Onde não são, os casos aumentam", disse o diretor geral. O uso correto das medidas foram aplicados na reabertura de países como Alemanha, Candá e Coreia do Sul, segundo a OMS.

"Quanto mais entendemos a doença, quanto mais colocamos um microscópio no vírus, mais precisos conseguimos ser na remoção cirúrgica dele das comunidades", finalizou Mike Ryan.

 

 

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