09/08/2020 às 08h36min - Atualizada em 09/08/2020 às 08h36min

Cabeleireiros falam sobre apoio da familia durante pandemia: ‘Estamos superando’

Em entrevista, dois cabeleireiros relatam dificuldades vividas durante isolamento

Larissa Varjão - Editado por Larissa Barros
Divulgação / Arquivo pessoal
Em meio a pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19) serviços considerados não essenciais tiveram que ser paralisados. Essa medida afetou diversas pessoas que trabalham em salões de beleza. Em entrevista à nossa reportagem, dois cabeleireiros relataram as dificuldades vividas durante esse período de isolamento e o apoio recebido dos filhos e família para superar esse momento. 

O paulista Jaime Pereira, 53 anos, trabalha como profissional de beleza há mais de 30 anos e afirma que sempre quis trabalhar nesse ramo. A paixão pelo salão de beleza e o dom de fazer penteados que encantam quem vê acabou se tornando uma inspiração para a sua única filha. Pâmela Evelyn Pereira, 35 anos, acompanha o pai na profissão desde 2004.

“Sempre quis trabalhar com isso. No começo só trabalhava no salão com mulheres, e eu decidi fazer um curso unissex para trabalhar com os dois e nunca tive problema algum com isso. Minha filha trabalha comigo desde 2004”, relata. 


Jaime afirma que ser cabeleireiro é a sua única forma de sustento e, por isso, a suspensão das atividades presenciais como forma de contenção da covid-19 tem sido complicada.  “Com a pandemia foi muito difícil e está sendo muito difícil pois eu trabalho com muita noiva, penteados, madrinhas e não está tendo né?. E ficar uns dias fechados foi bem difícil. A gente ganha com o que faz, não tem essa. Mas, estamos superando tudo”, disse. 

Para Allan Morais, 34 anos, ser cabeleireiro e enfrentar a pandemia tem sido difícil. No entanto, não foi o seu maior desafio. De acordo com ele, uma das maiores dificuldades que já passou na profissão foi a sua idade, pois começou a trabalhar no ramo da beleza aos 12 anos.

“O maior desafio foi a idade. Ter começado muito novo e as clientes pegarem confiança porque eu não tinha muita experiência. Mas fiz bastante curso, cursos internacionais. Comecei com 12 anos, e não tinha naquela época profissionais novos, hoje em dia você vê molecada barbeiro e tals mas cabeleireiro é mais difícil.”


Sobre ser pai e trabalhar como cabeleireiro, Allan afirma que é uma experiência bastante tranquila. “Minha filha cresceu até mais vaidosa pelo fato de eu trabalhar com isso. Ela sempre gostou do cabelo arrumado”, afirma.

Ele relata também que apesar de nunca ter sofrido preconceito por causa da escolha da profissão, as pessoas sempre perguntam se ele é homossexual. ”Sofrer preconceito não mas o pessoal sempre pergunta se é homossexual, mas, eu sempre levei isso na boa. Quando a gente é bem resolvido com a gente é tranquilo”. 

Os profissionais contam que apesar das dificuldades durante a crise causada pela explosão da pandemia eles estão superando e contando com o apoio da família. Além disso, eles deixam claro que ser cabeleireiro não se tornou um motivo de preconceito, mas de inspiração pa
ra suas filhas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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