14/08/2020 às 20h04min - Atualizada em 14/08/2020 às 19h58min

The Umbrella Academy: A série que encheu os olhos da grande massa

Maria Luiza Machado - Editado por Letícia Agata

Baseada na série de quadrinhos roteirizada por Gerad Way e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá, The Umbrella Academy ganhou os olhos da grande massa consumidora em 2019 ao ser produzida pela Netflix.

A série acompanhará a história de sete irmãos com superpoderes que nasceram de uma forma misteriosa e foram adotados pelo bilionário Reginald Hargreeves. Na primeira temporada, acompanharemos, por meio de flashbacks, a conturbada criação das crianças e as ações suspeitas do pai antes de sua morte.

Ao final da primeira temporada, os fãs foram deixados com algumas incógnitas na cabeça; algumas coisas que precisavam urgentemente de respostas para algumas partes da narrativa fazerem sentido.

Por que Reginald Hargreeves tem flashbacks tão antigos? No dia em que os sete irmãos nasceram, outras 36 crianças também vieram ao mundo de forma curiosa. Onde elas estão? Como Ben morreu? Por que Cinco não tem nome? E, principalmente, como Reginald sabia sobre o fim do mundo?

A segunda temporada de The Umbrella Academy estreou no dia 31 de julho na plataforma de streaming Netflix e, para a frustração dos fãs, deixou mais perguntas sem resposta do que a temporada anterior.

Após os sete irmãos usarem a maleta do tempo para tentar salvar o mundo e impedir o apocalipse, eles vão parar no passado. Porém, acabam se separando e pararão em anos diferentes, fazendo assim com que tenham de enfrentar suas batalhas separadamente.

Ao se encontrarem em 1963, eles descobrirão que o fim do mundo os seguiu até o passado, e que terão de impedir que isso aconteça. A premissa da história será em volta da morte do então presidente John F. Kennedy, que aconteceria naquele ano. Por se passar quase 60 anos no passado, a série levantará algumas questões da época que são discutidas até os dias de hoje.

Allison (Emmy Raver-Lampman), terá de enfrentar as dificuldades de ser uma mulher negra vivendo durante a segregação racial. A personagem tem uma grande evolução nessa temporada, e o discurso que levanta, sobre justiça e igualdade, é extremamente necessário e importante.

É interessante o espectador observar que a luta dos negros contra o racismo é, infelizmente, muito antiga e, apesar de muitas coisas terem sido conquistadas, ainda não são suficientes. Vanya (Ellen Page), após perder a memória e ser abrigada por uma família de fazenda, acaba se apaixonando por Sissy Cooper (Marin Ireland), mãe da família. 

A bissexualidade levantada pela série é interessante por se tratar de 1963, quando, além do problema das pessoas em respeitar uma relação não heteronormativa, também existe o machismo. A personagem de Sissy em diversos momentos sofre na mão do marido, Carl Cooper (Stephen Bogart), que claramente é agressivo e desequilibrado.

Klauss (Robert Sheehan) embarca com Ben (Justin H. Min) em uma confusão. O nosso querido número quatro, junto com o número seis, criam uma seita religiosa.

A narrativa dos dois personagens, apesar de ser cômica, consegue fazer uma crítica a fanáticos religiosos. Em vários momentos Klauss tenta “libertar” seus fiéis, mas todos se mostram cegos e recusam-se a seguir a vida sem seu messias.

A série traz essas e outras narrativas e responde uma pergunta da temporada anterior. O motivo dos flashbacks de Reginald serem tão antigos é que ele provavelmente não é humano, o que explicaria como ele tinha conhecimento sobre o fim do mundo. Porém, as perguntas levantadas para terceira temporada são bem maiores do que as respostas!

Como por exemplo: Lila (uma das outras 36 crianças que nasceu no mesmo dia que a Umbrella Academy) será uma nova ameaça? Quem irá ficar no comando da Comissão? O que aconteceu com Harlan? E, principalmente, QUEM É A SPARROW ACADEMY?

A terceira temporada ainda não foi confirmada pela Netflix, mas com certeza essa confirmação virá nos próximos dias.





 
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