16/08/2020 às 23h04min - Atualizada em 16/08/2020 às 22h49min

Entenda a responsabilidade dos Digitais Influencers como intermediadores de marca e público

Eles podem influenciar compra e venda de produtos por meio da publicidade

Daniela Mascarenhos - Editado por Alinne Morais
Foto: reprodução/internet
Jéssica Cardoso, youtuber que atua diretamente na maquiagem, famosa também pela nova febre dos challenges, acredita que hoje em dia os influenciadores são capazes de “influenciar” bem mais que antes e nisso entra uma responsabilidade maior nos conteúdos e no que levar. “Acho que quando seus seguidores notam que você realmente gosta do produto, usa o produto, e eles também se identificam com o produto, então sim, mas não facilmente, quando eles se identificam também”.

Para responder a essa maior demanda de conteúdos, a youtuber diz estar sempre atrás de novidades e no que mais a interessa, como beleza e maquiagem. Sobre o contato direto com seus seguidores, acrescentou “Estou sempre tentando responder ao máximo! Como são muitas mensagens eu não consigo ver todas, mas tiro tempo todos os dias pra responder, já nos comentários das fotos eu estou sempre respondendo! E com os meus fã clubes eu tenho grupos no insta onde interagimos de tempos em tempos! Eu amo poder estar mais próxima de quem se identifica comigo e me segue”.

No entanto, mesmo que não de forma intencional, as pessoas se deixam levar pelo fator confiança de que alguém “próximo” está recomendando o produto ou a compra online. Suelen Bia dos Santos, analista de frete, diz que começou a comprar online assim que passou a utilizar o computador em seu ambiente de trabalho e que por ter certa compulsão por compras, chegava a comprar em até cinco sites diferentes por dia, “Compro pela facilidade, sou muito prática, porém, por eu ser compulsiva, acabo comprando sem realmente precisar”. No quesito de influência, diz ficar entres os dois polos. “Por eu ter o histórico de consumista, sou influenciável, mas influencio muito. Dificilmente alguma amiga vai comprar em algum site antes de falar comigo”.

Mas, essa indução online também serviu de inspiração para muitas pessoas, como a estudante de jornalismo Ingrid do Rocio Vicente, que apesar de acompanhar várias blogueiras, sentia uma falta de conteúdo relevantes ou diversificados. “Esse foi um dos motivos pelo qual eu entrei, que é trazer novos conteúdos, trazer novas informações para as pessoas, enfim, eu ‘to trabalhando com um projeto para trazer novas coisas nesse mundo de Digital Influencer”. No entanto, ela não está imune a persuasão e curiosidade acerca do universo das blogueiras, mas buscando opções mais próximas de sua realidade, provando que você pode se inspirar sem necessariamente “copiar”.

Nas compras, ela diz que além da insegurança de ficar insatisfeita ao comprar uma roupa ou uma maquiagem, por exemplo, a ansiedade de esperar pelo produto a incomoda e por isso prefere ir até a loja física ou em plataformas que ofereçam tamanhos únicos. Ainda, ela acrescenta que muitas pessoas se deixam influenciar pelos números que as Digital Influencer carregam, “Na minha opinião, isso acontece porque elas são muito bonitas, falando no universo feminino, e eu acho que as pessoas querem muito se espelhar naquilo, né, elas querem ser aquilo, as pessoas querem olhar aquela pessoa e ter o que ela tem. Então as pessoas tem muito essa ilusão”.
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