27/04/2019 às 19h07min - Atualizada em 27/04/2019 às 19h07min

Desastres naturais e as consequências sociais

Haiti e Moçambique são os países economicamente mais ameaçados por desastres naturais

Júlia Möller
Foto divulgação

O Ciclone Idai, atingiu Moçambique em março e devastou milhares de famílias no sudeste da África, nessa quinta-feira (25) o Ciclone Kenneth  atingiu novamente a região. De acordo com dados da Unicef, mais de 600 mil crianças ficaram desabrigadas em Malawi, Zimbábue além de Moçambique. O ciclone formou chuvas fortes e rajadas de ventos de até 170 quilômetros por hora, deixando pessoas desabrigadas e famílias destruídas.

Assim como a maioria dos países da África Subsaariana, Moçambique apresenta vários problemas sociais. O IDH em 2010, de acordo com dados da ONU, era de 0,284, sendo considerado o quinto menor do mundo. Outros índices apresentam que o analfabetismo atinge 55% da população e a expectativa de vida beira os 42 anos.

Por conta da forte chuva, agravou-se doenças como Cólera e Malária que se proliferaram através da água parada. “Coléra é uma doença infecto contagiosa e está ligada diretamente ao saneamento básico e falta de higiene”, comenta a Técnica em Enfermagem Angélica Michels, que reside em Gravataí-RS e trabalha nos Hospital Moinhos de Vento.  Já a Malária é contraída pelo mosquito, “a água parada está totalmente ligada a esta doença”.

Perguntada se a precariedade do local auxilia na proliferação destas enfermidades a técnica em enfermagem respondeu que a pobreza está totalmente ligada a esse tipo de doença, a precariedade, a falta de saneamento e a falta de higiene.

"Isto tudo corrobora para que essas doenças sejam as causas de morte."

As doenças são tratáveis, porém esses locais não tem nenhuma condições de tratamento, nem prevenção. "Tudo isso acaba se tornando comum” conclui Angélica.

No Haiti, localidade do oeste da Ilha de Hispaniola, ocorreu um desastre natural em 2010 tão agressivo quanto o de Moçambique. O local foi atingido por um terremoto de magnitude 7,0. Deixando mais de 100 mil mortos e 1 milhão de pessoas desabrigadas. De acordo com a consultoria Britânica Maplecroft – Haiti e Moçambique são os países economicamente mais ameaçados por desastres naturais.

Junior Diejuste, que já viveu no Haiti e atualmente vive e trabalha no Brasil, relatou as dificuldades encontradas pela população do Haiti após a calamidade ocorrida no país,

"As pessoas ficaram com medo do que estava acontecendo e não levaram nada de casa".

O haitiano ainda ressaltou que durante a fuga algumas telhas caiam por cima das pessoas, que acabavam morrendo no local. Ao final, ele agradece por estar no Brasil e poder correr atrás de novas oportunidades.

Acontecimentos tristes como esses nos conscientizam sobre a ajuda que devemos ao próximo. Sites como Médicos sem fronteiras e UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a infância – ajudam estes locais e, portanto, aceitam doações. Acesse e ajude:

UNICEFhttps://secure.unicef.org.br/Default.aspx?origem=emergencia&utm_source=bing&utm_medium=cpc&utm_campaign=ID%20-%20Unicef%20-%20Search%20-%20New%20-%20Institucional&utm_term=unicef&utm_content=Marca

MSFhttps://www.msf.org.br/doador-sem-fronteiras?msclkid=7705a5a4c5f210feee19f960151d7878&utm_source=bing&utm_medium=cpc&utm_campaign=CA%2520-%2520Institucional&utm_term=medicos%2520sem%2520fronteiras&utm_content=M%C3%A9dicos%2520sem%2520Fronteira

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