27/08/2020 às 18h54min - Atualizada em 27/08/2020 às 18h40min

Astros da NBA lutam pela causa racial

Diversas vezes atletas e franquias se manifestaram em prol da igualdade racial e contra a violência policial; rodada deste meio de semana foi adiada

Gustavo Cardozo Moraes
Estrelas da NBA manifestando a morte de Erick Garner Foto: "Divulgação/Next Covers/Pinterest"
Mais um caso de repúdio ao racismo e a violência policial na NBA. Nesta quarta-feira (26), a equipe do Milwaukee Bucks decidiu não entrar em quadra diante do Orlando Magic, partida válida pelos playoffs da competição. O time tomou essa decisão após mais um caso de racismo. Dessa vez a vítima foi, Jacob Blake, de 29 anos, que tomou sete tiros da polícia norte-americana no estado de Wiscosin.

Após a equipe de Milwaukee anunciar que não entraria em quadra, os demais times também seguiram esse exemplo, assim, a rodada inteira foi adiada. O astro da liga, LeBron James, escreveu no Twitter: “exigimos mudanças. Estamos fartos disso”. Fato é que essa não é a primeira vez que as agremiações e os jogadores se manifestam em caso de racismo e de violência policial.

Um pouco antes da volta da NBA, mais precisamente, em 25 de maio, outro caso de racismo chocou o mundo. George Floyd, foi morto asfixiado por um policial branco, em Minneapolis. O episódio foi bastante reivindicado nos Estados Unidos e no mundo todo. Na NBA não foi diferente. O técnico do Golden State Warriors e ex-jogador do Chicago Bulls, Steve Kerr, falou: “Isso é assassinato. Repugnante. Sério, o que diabos está errado com os Estados Unidos? ”

As próprias franquias também se manifestaram sobre o caso. O Los Angeles Lakers, uma das equipes mais famosas do baquete americano, divulgou uma nota de repudio: “Condenamos o racismo, intolerância, violência e preconceito em todas as suas formas. Todos têm o direito de viver livres do medo e de serem tratados com dignidade e respeito. Ouvimos a dor da nossa comunidade negra e não ficaremos em silêncio”.

A franquia do Chicago Bulls, também compartilhou uma nota sobre o caso; “Com muita frequência, após essas tragédias, conversamos, mas as conversas não resultam em mudanças significativas. Nossas comunidades não podem avançar ou esperar pela paz quando estamos constantemente pressionando o botão de 'reset' após cada incidente. Todo mundo merece sentir seguro, respeitado e capaz de atingir todo o seu potencial. Infelizmente, esse não é o tipo de mundo em que vivemos”. Diversos outros times também criticaram o ato, entre eles estão o Brooklin Nets, Philadelphia 76ers, Milwaukee Bucks, entre outas tantas.

Jogadores se manifestando durante o hino nacional dos Estados Unidos  Foto:"Reprodução/Diário de Notícias.pt"

Além das notas de repudio e manifestações de jogadores e treinadores. A NBA permitiu que os jogadores pudessem substituir seus nomes, por frases de impacto social, na parte de trás da camisa. Algumas expressões que os jogadores estão usando são; Black Lives Matter (Vidas pretas importam), Say Their Names (Diga seus nomes), I Can't Breathe (Eu não consigo respirar), Justice (Justiça), Peace (Paz), Equality (Igualdade). 

Outro caso de violência policial que gerou revolta na NBA foi o de Erick Garner, mais um homem negro que foi morto pela polícia dos Estados Unidos, em julho de 2014. Na época, jogadores como Derrick Rose, Kobe Bryant, LeBron James, Kyrie Irving, entre outras estrelas, entraram antes dos jogos com uma camiseta escrita “I Can't Breathe (Eu não consigo respirar),  alusão a morte de Garner, que morreu asfixiado após ser enforcado pelos policias.

Anteriormente, em 1961, a equipe do Boston Celtics, assim como o time do Milwaukee Bucks, não entrou em quadra. A causa dessa vez foi um ato de racismo com os próprios jogadores. Bill Russell um dos maiores jogadores da história e seus companheiros de equipe, não foram atendidos em um restaurante por serem negros. Como manifestação ao ato, os jogadores não entraram em quadra.

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