02/10/2020 às 11h15min - Atualizada em 02/10/2020 às 11h05min

‘Away’ uma viagem a Marte com destino da “culpa”

Juliane Alvarenga - Editado por Bárbara Miranda
O jornalista Chris Jones escreveu um artigo para a revista Esquire sobre a rotina do astronauta Scott Kelly.

Scott estava envolvido em uma missão que ainda era um dos primeiros passos na direção de uma visita humana a Marte, lá ele permaneceria por um ano na estação espacial, um tempo considerado extremamente longo e perigoso justamente por ser contínuo.

O artigo era bem detalhado, falava sobre as questões higiênicas, sobre os vários problemas provocados pela gravidade como a Síndrome Ocular que pode deixar cegos principalmente os homens e falava também sobre o medo do fogo, sobre as pressões psicológicas e sobre ficar longe da família em momentos tão importantes. O nome desse artigo era Away.



A série que estreou na Netflix em 4 de setembro, foi criada por Andrew Hinderaker, inspirado nesse artigo quase que fielmente.

Conta a trajetória de astronautas da Nasa que vão pela primeira vez a Marte. O artigo foi escrito em 2014 e a série produzida no ano passado, um período em que já é possível enviar astronautas ao planeta vermelho.

A viagem levaria no mínimo três anos, mas tinha ali os melhores astronautas do mundo. Vale comentar que na história esse momento só foi realmente possível de acontecer pela união internacional.

O Scott do artigo, na telinha é representado pela protagonista Hilary Swank que interpreta Emma Green americana comandante do grupo que é bem diversificado e tem muitos momentos de tensão. Nessa jornada está a química chinesa Lu (Vivian WU), o engenheiro russo Misha (Mark Ivanir), o copiloto indiano Ram (Ray Panthaki)  e o botânico ganês Kwesi (Ato Essandoh).




Você deve estar se perguntando, que destino da “culpa” é esse?

Acontece que, a temática que atraiu a muitos pelo gênero de ficção cientifica, decepcionou um pouco por tratar mais sobre relações pessoais do que focar na missão em si.

A própria protagonista Emma que é comandante da missão, entra em grandes conflitos emocionais reforçando o estereótipo da sensibilidade das mulheres e fica muito melo drama no espaço.  Ela se sente culpada quase que o tempo todo por ter deixado o marido e a filha e até pensa em abandonar a missão. Chega uma hora que fica irritante o comportamento dela.

Alguns clichês e estereótipos são desnecessários, principalmente porque se estavam os melhores astronautas do mundo nessa missão, minimamente deveriam ter mais controle emocional. Fora isso, é muito bem produzida e vale a pena assistir. Você concorda? Deixe aqui seu comentário.





REFERÊNCIA

HADDEFINIR, Henrique. Away- 1º temporada. OMELETE. Disponível em: < https://www.omelete.com.br/netflix/criticas/away-1a-temporada >.Acesso em 28/09/20.
 
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