02/05/2019 às 15h17min - Atualizada em 02/05/2019 às 15h17min

Motoristas e passageiros lutam por segurança dentro de carros de aplicativos

Recentes casos de violência envolvendo aplicativos reacendem a preocupação com o uso adequado

Por João Marques - Edição: Giovane Mangueira
Reprodução: internet
Com a economia brasileira contando com 13,4 milhões de desempregados segundo o IBGE, vários homens e mulheres, recorrem a trabalhos autônomos, como trabalhar em carros de aplicativos, como Uber, 99 e Cabify. Mas a segurança e conforto na plataforma já mudou o que era no começo de sua atuação no país.

Recentemente cresceram o número envolvendo casos de violência contra motoristas e passageiros. Em algumas cidades dirigir em certos bairros com tamanha violência, é um grande perigo.

Um motorista de transporte por aplicativo teve o carro roubado por dois homens na madrugada da última quarta-feira (01), em Sorocaba (SP). Um caso semelhante ocorreu no último domingo (28), com um motorista que não teve a sua identidade revelada. Além de assaltado, ele foi violentado após ter uma corrida solicitada no bairro Alto do Calhau, em São Luís.

No Rio de Janeiro, um motorista da empresa Uber, está desaparecido há mais uma semana. O carro de Eric Azor de Melo e Souza foi localizado pela família, queimado em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio. O Disque Denúncia do Rio, pede para quem tenha notícias do paradeiro dele, entre em contato pelos telefones (21) 2253-1177 ou (21) 98849-6099 - o anonimato é garantido.

Se para o motorista dirigir a qualquer hora do dia transportando desconhecidos é um grande perigo, para os passageiros também. Existem vários relatos de mulheres e homens que sofrem agressões verbais e intimidação por uma pequena parcela de motoristas. Para as mulheres, aumenta ainda o fato de ser pouco o número total de mulheres ao volante, principalmente no Brasil. Afinal, com mulheres ao volante, a sensação de segurança seria maior.

Mulheres contam com carros dirigidos só para mulheres

Nika Nishizawa, que hoje é motorista de aplicativo em Brasília, já foi passageira. Ela relata casos em que se sentiu intimidada por estar sendo conduzida por motoristas homens: “Já percebi alguns motoristas me encarando pelo retrovisor ou olhando para trás quando estava de vestido e sozinha. Esse lance de andar sozinha de Uber em São Paulo, me fez migrar para o LadyDrive, um aplicativo de mulheres que dirigem para mulheres, geralmente, sozinha, eu andava com elas. As passageiras ficam muito mais confortáveis, sentam no banco da frente e vão conversando e ficam bem felizes ao saber que é uma mulher que vai buscá-las”, conta.


Regiões perigosas

Douglas Moretão é motorista há três meses. Para garantir uma maior segurança durante o trabalho, optou por trabalhar no período diurno como motorista na plataforma Uber. Segundo ele, entre alguns motoristas, existe um grupo no WhatsApp onde é compartilhado a localização durante o tempo em que estão trabalhando. “Quando vamos para áreas perigosas, nós pedimos que acompanhem o trajeto. Então sempre tem alguém olhando até o final do percurso, inclusive, a Uber disponibiliza a opção de compartilhar a viagem e recomenda que não haja reação em situações de risco”, revela.

O carioca Julio Salvador é motorista da empresa há dois anos e antes trabalhava em uma empresa de telecomunicação. Ele explica que evita deslocar por certos regiões desconhecidos: “Não entro em comunidades, quando é algum lugar que não conheço, não costumo ficar no local”, relata.

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