23/10/2020 às 15h06min - Atualizada em 23/10/2020 às 12h56min

Com pandemia, empresária encontra alternativas para manter vendas de roupa

A empresária afirma que usar as redes sociais foi o ponto de partida para a criação da loja

Adriane Cristhine - Editado por Larissa Barros
Divulgação Maria Burgareli / Instagram @lamaliciastore
A pandemia provocada pela covid-19 exigiu que pequenos negócios se adaptassem a uma nova realidade e  rotina de consumo. Enquanto produtos essenciais e de higiene ficaram mais requisitados, peças como roupas, acessórios e calçados perderam relevância em meio ao distanciamento social. 

Diante este declínio, o setor varejista encontrou o desafio para manter o funcionamento de suas lojas e lucros nessa indústria. Maria Eduarda Burgareli é microempreendedora e dona de uma loja de roupas, em Barueri, Zona Oeste de São Paulo. Ela afirma que a ideia de vender roupas surgiu no fim de 2017. Na época, a empresária era casada e esperava sua primeira filha. Nesse período, ela já sonhava com a possibilidade da sua independência financeira. “Eu queria minha liberdade financeira, queria poder olhar algo e comprar", disse. 

A empresária afirma que usar as redes sociais foi o ponto de partida para a criação da loja, e que isso, é uma das coisas primordiais para qualquer microempreendedor. Com a chegada da pandemia ela decidiu investir ainda mais nessa plataforma e no engajamento com as clientes, deixando então de comercializar na loja física.

 
“Houve impacto nas vendas no começo da pandemia e caiu completamente no momento em que eu fiquei com ela fechada [a loja física], porque as clientes não vêm muito atrás, é você quem tem que ir atrás delas. Então é postando stories, interagindo no Instagram, é assim que elas vão comprar. As vendas por Whatsapp ajudaram muito também", conta, Maria.

Em março, os casos de infecções pelo novo coronavírus aumentaram e começaram a atingir os setores da economia brasileira. Comércios de todas as regiões tiveram de buscar alternativas para continuar suas atividades e adaptar seus negócios às novas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com isso, os números nos grandes e nos pequenos negócios do varejo apontaram queda nas vendas logo no primeiro trimestre de 2020. 

De acordo com o Boletim Regional do Banco Central, divulgado no mês de abril, o setor de vestuário e calçado, no estado de São Paulo, teve queda de vendas feitas com cartão de débito de 95,1 % em relação à primeira semana de março. Em maio, as vendas voltaram a crescer de maneira gradual, registrando em julho a ascensão positiva de 39,6 % no mesmo setor.

Uma das alternativas escolhidas pela empresária foi o delivery de peças e bazar de descontos. O último aconteceu no dia 18 de outubro. Ela diz que a ideia do bazar surgiu em maio do ano passado, quando decidiu vender peças usadas por preços a partir de 15 reais.
 “Nessa época, minha loja ficava dentro de um salão de beleza, era muito pequena e eu organizei um bazar. Foi extremamente despretensioso, eu não imaginei que iria tomar a proporção que tomou, em um dia eu vendi coisa que eu faço em 4 ou 5 dias e hoje eu gosto de fazer sempre quando juntam algumas peças de coleções passadas”, contou.

Maria pontua ainda que em um momento de crise, é importante cortar gastos e renegociar dívidas o máximo possível, focando no que trará retornos. Ao ser questionada sobre as expectativas sobre as vendas de fim de ano, ela demonstrou esperança no mercado e afirma que se tiver um bom estímulo para o público e buscar novas ideias, ela vai ter um bom resultado. “Investir em marketing também é muito importante, a internet é a rua mais movimentada do mundo”, conclui. 
 
 

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