24/10/2020 às 16h47min - Atualizada em 24/10/2020 às 16h42min

Guarda-roupa compartilhado é nova forma de consumo de roupas sustentável

A prática que está caindo cada vez mais no gosto das pessoas

Alice Veloso - Editado por Larissa Barros
Divulgação / Roupateca
Semelhante ao aluguel de roupas para festa, o guarda-roupa compartilhado é uma prática que está caindo cada vez mais no gosto das pessoas. Com planos que podem de variar de R$ 50 a R$ 500 por mês, dependendo da empresa, além de contar com roupas de diferentes tecidos, estilos e para variadas ocasiões. É possível ter uma variedade de roupas para usar no dia a dia, e o melhor, ajuda a diminuir o consumo de novas matérias primas.

Mesmo a sendo parecida com o aluguel convencional, o conceito é bem diferente. O guarda-roupa compartilhado vai de contramão ao do Fast Fashion, prática de produção desenfreada de roupa, pois acaba diminuindo a necessidade de adquirir novas roupas, propondo então, a circulação de peças por meio de assinaturas mensais por diferentes regiões do Brasil.

O primeiro guarda-roupa compartilhado criado aqui no país foi o Lucid Bag, idealizado pela empresária Luciana Nunes, em 2014. O seu objetivo era se desvincular de indústrias de moda que não praticavam a produção mais consciente e sustentável. Ela foi a primeira brasileira a apostar nesse novo método de consumir roupas no território brasileiro.

Atualmente, várias empresas desse segmento estão espalhadas pelo território brasileiro, como a Roupateca, Blimo a Biblioteca da Moda e House Of Bubbles. Todos esses projetos têm o intuito de reduzir o consumo desnecessário de roupas.

Moda e Sustentabilidade 

O conceito de moda mais sustentável está cada vez mais em voga, tanto as grandes marcas, quando pequenos produtores locais, estão buscando um jeito de produzir roupas de maneira mais sustentável.

Segundo o site Porto Gente, estima se que mais de 300 milhões de toneladas de roupas são produzidas anualmente, dessas, apenas 10% é consumida. O impacto que isso gera ao meio ambiente é extremamente degradante e prejudicial.

Felizmente, podemos escolher consumir a moda de forma mais sustentável, como comprando de brechós, escolhendo produtores e empresas que visam o consumo consciente, e aderindo ao guarda-roupa compartilhando.
 
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