25/10/2020 às 12h08min - Atualizada em 25/10/2020 às 12h00min

Demi Lovato questiona ações de Donald Trump em sua nova canção

A cantora descreve a música como uma carta aberta ao atual presidente dos Estados Unidos.

Ricardo Oliveira - Editado por Letícia Agata
Fonte: Angelo Kritikos / Reprodução: Instagram @ddlovato
Cada vez mais engajada em causas sociais, Demi Lovato surpreendeu positivamente seus fãs na madrugada de quarta-feira (14). Por meio de suas redes sociais, a artista divulgou seu novo single “Commander in Chief”, uma balada poderosa e conscientizadora. Antes de ser lançada nas plataformas digitais, uma série de vídeos curtos foram postados em suas principais mídias como forma de divulgação.

A cantora, que já havia sido confirmada como performer do “Billboard Music Awards”, fez sua grande estreia no palco da premiação com uma performance intimidadora, acompanhada de uma mensagem bem direta no final: “VOTE”. Horas após sua apresentação, o clipe foi divulgado no Youtube, trazendo uma proposta diferente de seus lançamentos anteriores, por ser mais inclusivo.



O lançamento dividiu opiniões entre seus admiradores por se tratar de uma carta aberta ao atual presidente dos EUA, Donald Trump. Na letra, Demi o questiona sobre sua forma de governar e os recentes episódios de racismo no qual está envolvido, além de fazer claras referências aos incêndios florestais que devastaram a costa oeste dos EUA e a pandemia do novo COVID-19.

 “E eu sou uma das sortudas, porque há pessoas em situações piores que já sofreram o suficiente. Elas já não sofreram o suficiente? Mas você não se cansa de fechar sistemas para ganho pessoal, combatendo incêndios com panfletos e rezando por chuvas. Você não sente dor? Não somos peões em seu jogo. ”, afirma na música.

Em uma das partes da canção, Demi menciona os protestos antirracistas que ocorreram em todo o país em prol de George Flyod, vítima de racismo e assassinado violentamente por policial, fazendo referência à frase “I can’t breath”. Ela diz: “Comandante-chefe, como é ainda ser capaz de respirar?". A artista complementa dizendo: “Não vamos desistir, nos manteremos firmes, estaremos nas ruas enquanto você está se escondendo em um bunker. Nós ainda estaremos de joelhos enquanto você for o comandante-chefe”.

Em entrevista concedida ao jornal CNN, Demi disse que seu principal intuito com a música não é criar uma divisão, mas sim encorajar seus apoiadores a permanecerem engajados no processo político e votar na eleição do próximo mês. Até o atual momento, Trump não se pronunciou. No entanto, a cantora parece não se preocupar com isso: “Pode vir. Prove para eles que você é exatamente quem eu disse que você é na música. Apenas faça, vá em frente".

Como circunstância de seu posicionamento, alguns seguidores afirmaram que por ser uma celebridade e ter influência, Demi não deveria expressar suas opiniões políticas. Sua resposta frente às acusações foram por meio de um questionamento nos comentários do Instagram: “Você tem que entender que eu, como celebridade, tenho direito a emitir as minhas visões políticas, certo? Ou você se esquece que não somos apenas entretenimento para a vida das pessoas?”.

Por fim, a cantora complementa:

 
“Nós somos cidadãs do mesmo país e somos humanos com opiniões, certo? A diferença entre eu e o tipo de artista que você esperaria que eu fosse (mas, desculpa, querida, isso nunca será eu), é que literalmente não me importo se isso vai arruinar minha carreira. Ainda que isso possa desapontar você, eu estou muito ocupada sendo atacada pelas suas expectativas de que uma mulher quer de raízes hispânicas deva silenciar suas visões para agradar ao público”.
Assista ao vídeo da música :Commander In Chief":


 
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