04/11/2020 às 15h31min - Atualizada em 04/11/2020 às 15h24min

Viajar em 2021: descontos agressivos chamam atenção de turistas na pandemia

Agências de viagens e companhias aéreas oferecem pacotes atrativos para tentar reverter retração do setor de turismo

Yngrid Alves - Alexandra Machado
Foto: Freepik
Em todo o Brasil, de acordo com a Confederação Nacional de Comércio, Serviços, Bens e Turismo (CNC), o turismo já acumula perdas de R$ 87,7 bilhões em apenas três meses, desde o início da pandemia. Por isso, para tentar contornar esse cenário de crise, companhias aéreas e agências de viagens têm oferecido promoções e liquidações-relâmpago para atrair o público turista.
 
O site Hurb, por exemplo, oferece viagens internacionais com mais de 60% de desconto, como no pacote para Buenos Aires que inclui o aéreo e hotel por R$ 899. O 123 Milhas também anunciou passagens de ida e volta para Belém por R$ 767, com 68% de economia.
 
Os pacotes para o próximo semestre de 2021 chamam cada vez mais a atenção dos viajantes devido ao alto valor de desconto, e ao comprá-los, não levam em conta a realidade da pandemia que ainda é presente no mundo.
 
Segundo o site Melhores Destinos, 30 países ainda não permitem a entrada de brasileiros ou viajantes que têm como ponto de partida o Brasil, sendo os Estados Unidos e países da União Europeia participantes desta lista. Turistas ainda assim estão adquirindo pacotes de viagens para esses destinos no ano que vem.
 
Em entrevista para a Nossa Viagem, do UOL, o professor de finanças do Insper, Ricardo Rocha, aconselha atenção dos turistas ao adquirir os pacotes promocionais de viagens devido à incerteza do cenário pós pandemia. Para ele, é necessário avaliar se a companhia aérea ou o hotel contratados estarão em funcionamento no futuro. “São empresas sólidas? Elas têm capacidade para resistir à crise?".
 
Aqueles que já adquiriram os pacotes promocionais, porém tiveram a viagem cancelada devido à pandemia ou por qualquer outro imprevisto, estão amparados pela Medida Provisória 948. Segundo o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, a MP determina inicialmente o direito à remarcação, ou a disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de novos ou outros serviços como restituição dos valores.
 
Ainda na entrevista, Samuel Barros, especialista em finanças e coordenador do curso de administração do Ibmec, recomenda que ‘é melhor viajar primeiramente pelo Brasil, esperando para ver como o mundo se comporta. Depois que tudo estiver mais tranquilo, vale a pena começar a pensar em viagens internacionais. E o incentivo ao turismo nacional pode ajudar a economia a sair um pouco melhor deste caos’.

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