15/11/2020 às 08h00min - Atualizada em 15/11/2020 às 08h45min

Vício em jogos, um alerta da OMS

Organização declara doença o vício em jogos eletrônicos

Lucas Moreira - Editado por Fernanda Simplicio
FONTE: TECMUNDO

Jogar vídeo game é um lazer da grande maioria da população. Chegar em casa após um dia estressante, por exemplo, e ligar seu console ou PC e jogar aquela partida com seus amigos é por vezes um alívio. Ajuda na tensão e melhora o humor. Precisamos descontar nossa insanidade mental às vezes, seja ela por terapias, seja por esportes, e por que não vídeo games? Nosso equilíbrio mental agradece. A sociedade atual é a mais estressada e impaciente já registrada nas últimas épocas. 

De acordo com a OMS - Organização Mundial de Saúde, jogar muito pode ser considerado uma doença, um vício. Um dado tanto óbvio já colocado na lista de Classificação Internacional de Doenças - CID. Os jovens passam muito mais tempo dentro de suas casas, brincando com seus PCs e jogando em celulares do que pertos de seus amigos brincando de coisas que estimulem seus corpos. Basta você olhar para algum parente seu mais novo e verá que ele não quer mais uma bola, ele gosta de Free Fire, ele quer saber o que o Lucas Neto vai postar amanhã, ele quer matar pessoas no celular e xingar gente que ele nunca viu.

O fator pandemia agravou a situação do sedentarismo em jovens e afastou as crianças, diante do alívio e da distração trazida pelos jogos, entretanto, há um lado negro e devemos nos policiar sempre. Rever os conceitos do que é jogar com consciência.
Não falo apenas das crianças, ressalto a ideia do vício relacionando todas as idades, uma vez que é preciso ter noção do que é jogar consciente e pôr a mão na cabeça dos mais novos pois isso pode gerar um vício e essa dependência pode ser controlada, assim como outras drogas. Não comparando eletrônicos com narcóticos mas fazendo uma pequena alusão de que devemos nos cuidar mais em relação ao que pode viciar, no que é bom a ponto de fazer mal e entender que tudo pode ser um vício e não chegar a esse nível extremo. Se tratando de vídeo games, algo feito para um lazer momentâneo e não para gerar uma nova doença do século XXI.

Existe uma vida após longas partidas de jogos de tiro. É um novo “vício” para a humanidade, os jogos estão no nosso meio há muito pouco tempo mas já temos noção de que faz mal ficar horas na frente deles e o simples controle dessas atividades já trarão uma melhor qualidade de vida e até mesmo uma jogatina com melhor rendimento do que ficar horas na frente de uma televisão. Cuide-se e cuide das crianças, pois elas são as mais afetadas.

 

REFERÊNCIAS:
OMS classifica vício em games como doença. GLOBO. 18 de jun. 2018. Disponível em: https://glo.bo/2GZBJJV. Acesso 11 de nov. 2020. 

Vício em jogos será classificado como doença pela OMS. PEGMED. 25 de nov 2019. Disponível em: https://bit.ly/3ku2a8j. Acesso 12 de nov. 2020. 

OMS classifica vício em jogos como distúrbio de saúde mental. ESTADÃO.  18 de jun de 2018. Disponível em: https://bit.ly/3lrmp7X. Acesso em 13 de nov. 2020.

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