19/11/2020 às 23h19min - Atualizada em 19/11/2020 às 22h56min

Nordeste: a região estereotipada pela literatura

Com o propósito de retratar um período histórico, a literatura foi base para o preconceito contra a região Nordeste

Dayanne Borges - Editado por Gustavo Henrique Araújo
Foto: Reprodução/Nordeste
A  literatura é, hoje, trabalhada no Ensino Médio através de um compilado de obras relevantes de autores que se destacaram no Brasil, os quais foram dividos por escolas literárias para organizar a proximidade dos temas.
 
A literatura das secas, como ficou conhecida essa área do regionalismo, é voltada para obras que descrevam o clima e o espaço geográfico nordestino, sobretudo no século XIX, quando grandes secas assolaram essa região. 

É possível destacar clássicos como "Vidas secas" de Graciliano Ramos e também "O quinze" de Rachel de Queiroz, como os principais dessa temática.  

No entanto, a mídia e o audiovisual se apropriaram desses escritos e difudiram uma imagem do nordestino como um miserável em novelas e filmes, o que propiciou a xenofobia e preconcoito das demais regiões para com o Nordeste.  

A generalização do nordestino como "paraíba", o sotaque alvo de piadas, a visão etnocêntrica em detrimento da cultura nordestina são alguns dos vários problemas que a esteriotipação carrega. 

Sabe-se que essa visão é ultrapassada, pois o Nordeste é uma potência econômica para o Brasil, a agropecuária para a exportação, por exemplo, é proeminentemente nordestina. Além disso, hoje essa região é procurada por empresas para a fixação de polos industriais e também se mostra um local muito propício para o turismo. Tudo isso proporciona um giro na economia nacional. 

Dessa forma, as hostilidades e os preconceitos devem cessar e a contribuição do Nordeste deve ser reconhecida e valorizada.    
 
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