25/11/2020 às 21h48min - Atualizada em 25/11/2020 às 20h25min

A trajetória de um dos maiores jogadores da história do futebol, Diego Maradona

Ídolo argentino morreu na última quarta-feira (25), aos 60 anos

Carolina Lipares - editado por Thamyres Pontes
Don Diego Maradona. (Foto:Divulgação/Instagram Esporte Interativo)
Diego Armando Maradona Franco nasceu no dia 30 de outubro de 1960 e viveu sua infância inteira na periferia de Buenos Aires, Villa Formosa. Era um menino com uma habilidade invejável, logo criança já despertava interesse dos clubes da cidade. Em 20 de outubro de 1976, com 15 anos, Maradona estreou pelo Argentinos Junior. O pequeno time de Buenos Aires acabou indo a outro patamar com Maradona, chegando a brigar com times grandes. Mesmo que tenha conseguido ser artilheiro cinco vezes do Campeonato Argentino, a equipe não chegou ao título nacional.

Em 1980, despertou interesse dos times europeus, mas preferiu ir para seu clube de coração, Boca Juniors, onde permaneceu um ano e foi campeão argentino. Ainda, chamou a atenção do Barcelona, que logo o contratou com o título de ídolo. Porém, sua chegada foi um tanto quanto agitada. Não conseguiu jogar uma temporada completa; sofreu com lesões, uso de drogas, crises emocionais e polêmicas.

Depois da sua passagem pelo time catalão, Maradona deixou o Barcelona para jogar no Napoli, em 1984. Nesta época, viveu o auge de sua carreira. Em 86 no México, levou a Argentina ao bicampeonato na Copa do Mundo, com uma atuação que até hoje é considerada a maior da história. Marcou o “Gol do Século”, em cima da Inglaterra, que foi considerado o mais bonito da história da Copas do Mundo.

 

Os números de Maradona eram assustadores. Cinco gols, cinco assistências e participação em 10 dos 14 gols marcados pela Argentina em solo mexicano. Já em Napoli, conquistou dois campeonatos italianos, uma Copa da Itália e uma Copa da UEFA. Em 1990, chegando em sua segunda final de Copa do Mundo, acabou se envolvendo em uma das piores polêmicas de sua carreira, foi pego pelo exame antidoping e levou suspensão da FIFA por 15 meses.

Após o ocorrido, Maradona fez uma recuperação para chegar em boa forma na Copa do Mundo de 94. A Argentina vencia a Grécia por 2 a 0, quando o camisa 10 acertou um chute e comemorou seu gol com raiva em frente a uma câmera. A comemoração ficou famosa e recebeu o nome de “El Grito”, tornando-se seu último grito de gol, pois na rodada seguinte foi flagrado novamente no exame antidoping e acabou sendo banido pelo torneio da FIFA.


Já em 1995, retornou ao Boca Juniors, onde ficou até sua aposentadoria em 97. Com o fim de sua carreira, acabou rendendo-se ao vício da cocaína. Maradona teve uma overdose em 2000, ficou internado em quadro crítico e depois passou por um tratamento em Cuba para a cura do vício. Em 2010, após apresentar melhora em sua saúde, foi treinador da Seleção Argentina. Treinou também o Al-Wasl, nos Emirados Árabes, Dourados, no México e depois retornou à Argentina para treinar o Gimnasia de La Plata.

Nos últimos anos, se afirmava longe das drogas, entretanto, devido à abstinência abusou do uso de álcool, o que complicou novamente sua saúde. Recentemente, segundo a imprensa argentina, no dia 2/11/20, o ídolo Diego Maradona foi internado em La Plata por decisão da família e com seu aval, entretanto, no dia seguinte acabou passando por uma cirurgia para drenar uma pequena hemorragia no cérebro. O procedimento foi considerado um sucesso pela equipe médica e acabou recebendo alta.

Na última quarta-feira (25), o ex-jogador sofreu uma parada cardiorrespiratória, ambulâncias foram enviadas para socorrê-lo mas não conseguiram chegar a tempo. Sua morte foi divulgada logo em seguida, pelo jornal argentino Clarin.

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