26/11/2020 às 20h28min - Atualizada em 26/11/2020 às 20h16min

O aumento de leitores e a compra de livros no Brasil durante a pandemia

De acordo com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, houve aumento na compra de livros nos últimos meses no Brasil

Adélia Fernanda Lima Sá Machado - Editado por Bruna Araújo
Estadão, Sindicato Nacional dos Editores de Livros
Imagem retirada do Google
A pandemia chegou no início de março e muita coisa mudou. A rotina das pessoas foram alteradas de forma repentina. Crianças e jovens foram impedidos de ir às escolas e adultos aos seus ambientes de trabalho, mas foi através deste "novo norma"l que o número na compra de livros e de leitores começou a crescer no país. Muitas pessoas consumidas pela rotina desenfreada antes da pandemia começaram a deixar o hábito da leitura de lado, no entanto, com a vinda da quarentena, uma boa parte dos brasileiros retornaram este hábito.

“Muita coisa mudou desde o início da quarentena, mas dentre eles o que mais me marcou e que me fez bem foi a volta do hábito da leitura e com isso o prazer na compra deles”, afirmou Joana Sá, estudante de 19 anos, ao ser indagada sobre as mudanças quanto à leitura no período da pandemia. O que Joana afirma está ligado às questões de aumento na compra e venda de livros no Brasil, que ganharam crescimentos expressivos nos últimos meses.

No início de março, o número na compra de livros no Brasil estava em queda, mas nos últimos meses houve um crescimento exponencial no varejo deste setor. O fato foi comprovado na última terça-feira, dia 17, pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen. Com a temática da taxação de livros em alta, bem no meio da pandemia, aumentou o interesse de muitas pessoas em voltar o hábito da leitura, assim como valorizar o preço das obras tanto nacionais como internacionais, o que reforça o fato do aumento de leitores durante este momento de isolamento social.



Mas a questão de que houve aumentos de leitores no Brasil nos últimos meses não significa afirmar que é o maior número dos últimos anos, pois em 2015, a porcentagem de brasileiros leitores era de 56%, já agora, em 2020, é de 52%, de acordo com a pesquisa  "Retratos da leitura no Brasil", um levantamento feito pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, realizada em 208 municípios de 26 estados entre outubro de 2019 e janeiro de 2020. O número de brasileiros que dedicam seu tempo no celular ainda é maior do que os que se dedicam a leitura. Nenhuma surpresa.

Pesquisa, enquetes e caixa de perguntas

Por meio de uma pesquisa realizada em um perfil literário @_baudelivro durante os dias 25 e 26 de novembro, das 22 pessoas que responderam uma enquete sobre o tema, 13 afirmaram que durante a quarentena o hábito da leitura melhorou e conseguiram cumprir metas semanais e mensais. Dos 23 seguidores que responderam, 19 afirmaram que durante o isolamento social compraram mais livros, um número maior do que normalmente compravam, o que sustenta mais uma vez o que foi confirmado pela SNEL, através de pesquisas.

Por meio de uma caixinha de perguntas, ainda no Instagram, no mesmo perfil, 8 pessoas escreveram suas experiências, dentre elas, apenas 1 afirmou que durante o momento pandêmico suas leituras foram atrapalhadas, no qual, antes, lia bem mais. Já a maioria afirmou ter mais tempo para ler, organizar suas leituras e retomar o hábito, como foi o caso do estudante de jornalismo, Pedro Mateus, que viu a leitura como uma fuga;

O tempo livre que o isolamento concedeu, fez com que eu tivesse mais atenção para dar as leituras. Pois com tantas informações relacionadas a pandemia e outros problemas a leitura foi uma fuga.


Dessa maneira, a leitura mostra mais uma vez mostra sua força de reestabelecer paz e harmonia nas pessoas, pois em um momento como este, de tantas mudanças e incertezas, mais pessoas dedicaram seu tempo a algo que tanto faz bem para o corpo e a mente.
 
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