30/11/2020 às 10h51min - Atualizada em 30/11/2020 às 10h50min

Não, os desenhos antigos não são melhores que os atuais, entenda

eles apenas se adaptaram a rotina dos mais novos

Lucas Moreira - Editado por Fernanda Simplicio
https://www.google.com.br/search?q=crian%C3%A7AS&sxsrf=ALeKk02aqbKh87U8-kRPv850QxTh2op_7Q:1606744270486&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjGrPLrtKrtAhXUCtQKHTQNCswQ_AUoAXoECA0QAw&biw=1366&bih=625#imgrc=SLnugW1HbV2nIM

Quem se lembra da primeira versão de Jovens Titãs? Era recheado de aventuras, um ar minimalista e por vezes até sombrio. Trazia uma pitadinha de medo para as crianças que assistiam. E as primeiras versões de Ben 10? Era realmente ação e aventura. No entanto, essas versões já não estão mais presentes nos canais infantis e foram substituídas por desenhos mais simples e mais voltado para as crianças.

Não que os desenhos da atualidade sejam piores que os antigos. Atualmente eles estão mais votados para a realidade da criança e não para uma legião de super heróis que moram num prédio sozinhos sem os pais. Isso significa, os desenhos atuais se adaptaram a rotina das crianças com uma pitada de fantasia a mais, como o Incrível mundo de Gumbal misturando a fantasia e a criatividade das crianças a sua própria realidade. Claro, são animais falantes porém com rotinas humanas semelhantes da criançada.

Para a doutora em educação Ingrid Wiggers:

“o prazer cenestésico de movimentar resulta da descoberta de formas corporais produzidas por ela própria. Desse modo, o desenho animado transformou-se em uma brincadeira prazerosa de contribuições simbólicas da realidade cotidiana e representações significativas da corporeidade da criança, jogo necessário à socialização dos papéis que serão vividos pela criança no mundo adulto”.

Ou seja, toda essa relação heroica para com alguns desenhos de hoje em dia, faz uma correlação estreita com o imaginário infantil, instiga a imaginação e por vezes a autonomia da criançada.
Podemos entender porque os desenhos não estão piores ou melhores que os antigos e sim mais voltados a rotina diária de uma criança, coisa que nos, como adultos não víamos em nossa TV. Cavaleiros do Zodiaco não era lá um desenho semelhante a nossa rotina, entretanto, era recheado de fantasias que, de certo modo, nos instigava e nos influenciava a tal ponto de brincarmos de sermos os personagens do anime. Não diferente dos Power Rangers, era uma baita discussão entre meus amigos de infância para sabermos quem seria o Ranger vermelho. Quem nunca?

A partir dessas questões abordadas no texto, podemos concluir que os desenhos atuais contribuem mais para a apropriação do simbólico no imaginário da criançada e através disso, estimulam o uso das fantasias no cotidiano das mesmas. Então não diga que os desenhos de hoje perderam a graça conforme o tempo. Talvez você esteja maduro demais pra entendem os problemas diários de uma criança a ponto de não entender o desenho que hoje é 100% voltada a rotina dela.

REFERÊNCIAS:
As diferenças dos desenhos animados de antigamente e de hoje. Site Google - Desenhos Animados. Disponível em: <https://sites.google.com/site/desenhosanimadoshuhu/as-diferencas-dos-desenhos-animados-de-antigamente-e-de-hoje>. Acesso em: 30 de nov. 2020. 
 

RAMOS, et al. Os desenhos animados na mídia televisiva: implicações no imaginário infantil. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires,  ano 15, Nº 153, Fev de 2011. Disponível em: <https://bit.ly/37hV3LO>. Acesso em: 30 de nov. 2020. 

MOURA, G. SANTOS, F. OS DESENHOS ANIMADOS NA MÍDIA TELEVISIVA: IMPLICAÇÕES PARA O IMAGINÁRIO INFANTIL. IV Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade, UFS, SERGIPE, 2010. Disponível em: <https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/10223/50/49.pdf
>. Acesso em 30 de nov. 2020.  

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