24/01/2021 às 20h30min - Atualizada em 24/01/2021 às 20h12min

Capitólio nos Estados Unidos é alvo de ataque extremista

Entenda o que ocorreu e o que motivou os ataques nos EUA

Gabriela Pereira - Editado por Ana Paula Cardoso
Na quarta-feira (6), o mundo voltou os olhares para o Capitólio nos Estados Unidos. Isso aconteceu devido a uma série de ataques realizados por grupos da extrema-direita que culminou na invasão do Congresso e que resultou em mortes.

A intenção era protestar contra uma sessão que estava ocorrendo e que certificava a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais, algo que o ex-presidente Donald Trump e seus apoiadores se recusavam a aceitar.

Influência de Trump e liberdade de expressão 

Os ataques começaram após Trump afirmar novamente a seus apoiadores que as eleições sofreram fraude, algo contraditório para o preidente de um país que se denomina como a maior democracia domundo, demonstrando atos falhos e que desrespeitam o regime democrático.

Após o ocorrido, o ex-presidente postou um vídeo em seu Twitter no qual ele afirma sentir amor pelos extremistas e novamente volta a dizer que as eleições são fraudulentas. Caracterizado como incitante a novas rebeliões, foi excluído da plataforma.




A decisão da rede social trouxe o debate do que pode ou não ser considerado como “Liberdade de expressão”. O twitter se pronunciou e afirmou estar apenas cumprindo com as suas políticas com relação a incitar violência. “Diante da situação em andamento em Washington D.C, estamos trabalhando proativamente para proteger a saúde das conversas públicas no serviço e tomaremos ações para qualquer conteúdo que viole as regras do Twitter”, disse a rede social.

"A história vai corretamente lembrar da violência de hoje no Capitólio, incitada por um presidente em exercício que continuou a mentir sem fundamentos sobre o resultado de uma eleição legítima, como um momento de grande desonra e vergonha para nossa nação. Mas estaríamos brincando com nós mesmos se tratássemos como uma completa surpresa. Por dois meses agora, um partido político e seu ecossistema de mídia muito frequentemente se mostrou indisposto a contar para seus seguidores a verdade - que esta não foi uma particularmente apertada eleição e que o presidente eleito Biden vai ser empossado no dia 20 de janeiro. Sua narrativa fantasiosa se distanciou fora de controle cada vez mais longe da realidade, e cresceu sobre anos de ressentimentos plantados. Agora vemos as consequências, que tomaram a forma de um clímax violento", declarou o ex- presidente dos EUA, Barack Obama.

Privilégio branco

Uma das coisas que mais chamou a atenção durante os ataques foi o comportamento da Polícia. Além de falhas internas, houveram policiais infiltrados. Treze policiais que possivelmente estariam envolvidos nos ataques foram identificados.

O posicionamento gerou debates sobre a diferença do tratamento de negros e brancos. O movimento “Black Lives Matter" (BLV) tomou força após a morte brutal de George Floyd por asfixia cometida por um policial. 

Enquanto o grupo de extrema-direita majoritariamente composto por homens brancos atacava diretamente as forças policiais, o tratamento ocorria de forma pacífica até o momento da invasão. Os manifestantes chegaram a dominar a situação.



Os organizadores do movimento BLV se pronunciaram em sua página oficial no Twitter: "Quando cidadãos negros protestam por nossas vidas, somos confrontados com soldados da Guarda Nacional ou por polícia equipada com fuzis de assalto, gás lacrimogêneo e capacetes de batalha. Quando gente branca tenta um golpe, eles se deparam com um número insuficiente de agentes da lei, impotentes para intervir”.

Afastamento de Trump e manutenção da democracia

Após toda a movimentação, o congresso americano abriu um projeto de impeachment contra Trump. “É realmente uma continuação da maior caça às bruxas da história da política. É ridículo, é absolutamente ridículo. Este impeachment está causando uma raiva tremenda, e você está fazendo isso e é realmente uma coisa terrível que eles estejam fazendo”, afirmou o ex-presidente sobre o processo.

Biden também se pronunciou sobre o ocorrido: “Deixe-me ser muito claro: as cenas de caos no Capitólio não refletem uma verdadeira América, não representam quem somos. O que estamos vendo é um pequeno número de extremistas dedicados a agir fora da lei. Isso não é divergir. Isso é desordem. É o caos. É quase uma rebelião. E isso deve acabar. Agora. Peço a esta multidão que recue e permita que o trabalho da democracia avance. Você já me ouviu dizer isso antes em um contexto diferente: as palavras de um presidente são importantes. Não importa o quão bom ou mau esse presidente seja. Na melhor das hipóteses, as palavras de um presidente podem inspirar. Na pior das hipóteses, elas podem incitar”

No Brasil, o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro foi breve. “Eu acompanhei tudo aí. Você sabe que eu sou ligado ao Trump. Então você já sabe qual a minha resposta aqui. Agora, muita denúncia de fraude, muita denúncia de fraude. Eu falei isso há um tempo atrás e a imprensa falou 'sem provas, o presidente Bolsonaro falou que teve, foi fraudada as eleições americanas’”, afirmou.










REFERÊNCIAS: 

G.ANTONIO EL PAÍS BRASIL.07 DE JANEIRO DE 2021.DISPONIVEL EM <
https://brasil.elpais.com/internacional/2021-01-07/as-pessoas-muito-especiais-de-trump.html?rel=mas>

M.YOLANDA< DEMOCRATAS PRESSIONAM POR DESTITUIÇÃO IMEDIATA DE TRUMP> EL PAÍS BRASIL.07 DE JANEIRO DE 2021.DISPONIVEL EM

 
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