26/01/2021 às 18h06min - Atualizada em 26/01/2021 às 17h49min

The Wilds, a nova série teen de sobrevivência da Amazon

Produção original Prime Vídeo explora o angustiante universo adolescente durante um período de subsistência numa ilha paradisíaca.

Beatriz Costa Rodriguez - Revisado por Renata Rodrigues
Imagem: Divulgação/Prime Video

The Wilds é a mais nova série original do Amazon Prime Video. O suspense dramático adolescente foi lançado no dia 11 de dezembro de 2020 e explora o angustiante universo adolescente durante um período de subsistência numa ilha paradisíaca. A produção foi produzida e estrelada por mulheres como Sarah Streicher (Demolidor), criadora e produtora, Amy B. Harris (Sex and the City e The Carrie Diaries), Jamie Tarses (Happy Endings) e Dylan Clark (The Batman e Bird Box). Além delas, no elenco elenco temos: Fatin (Sophia Ali), Dot (Shannon Berry), Martha (Jenna Clause), Rachel (Reign Edwards), Shelby (Mia Healey), Nora (Helena Howard), Toni (Erana James), Leah (Sarah Pidgeon) e Jeanette (Chi Nguyen).

 


 

Em sua primeira temporada, The Wilds conta com 10 episódios, que são intitulados conforme uma progressão dos dias que as meninas estão na ilha. Cada episódio tem cerca de 50 minutos e a série já foi renovada para a sua segunda temporada.
 

Sinopse:The wilds:vidas selvagens acompanha um grupo de meninas que precisam  cooperar para sobreviver numa ilha deserta após a queda de um  avião particular  que as levaria para o Havaí num retiro. Nesse período em que todas estão presas umas às outras nessa ilha desconhecida elas precisam superar vários traumas que trouxeram consigo do mundo social ou não vão sobreviver por muito tempo. Mas a um plot twist inesperado, foi tudo realmente um acidente?

 

Cada episodio é focado em personagem diferente para que o publico conheça quais são suas motivações, ações e traumas que a fizeram ter ido para o retiro Dawn of Eve ("O Amanhecer da Eva" em tradução literal). O objetivo do retiro é que elas passem por um período de renovação através de uma espécie de coaching que visa aflorar seus lados feministas.
 

Entretanto o que elas, e nem as suas famílias sabem, é que na verdade Dawn o Eve não é um retiro e sim um experimento social bem elaborado. A organização por trás do isolamento, tem como objetivo analisar o comportamento dessas adolescentes nessa ilha e reverter esse comportamento para a sociedade. A série parece ser uma espécie de quebra-cabeças para os espectadores. Com as informações que recebemos nos episódios, vamos desvendando aos poucos os mistérios.

 

Em formato de flashbacks, a produção nos mostra como eram as vidas das adolescentes antes delas irem ao retiro. Explorando seus medos e ansiedades, The Wilds toca em assuntos como pressão para perfeição e o futuro, amor e relacionamentos, transtorno alimentar, sexualidade, auto aceitação, religião, abusos, bullying e principalmente o feminismo. Além disso, com o uso de flashforwards vemos duas temporalidades que correm em paralelo: no passado, vemos as meninas vivendo na ilha após o acidente; e no presente, vemos que as meninas foram salvas e estão interrogadas por investigadores.
 

A obra têm um híbrido de vários elementos que já foram usados em algumas produções audiovisuais conhecidas no meio da cultura pop. Ao saber que se trata de um grupo de pessoas que sofreu um acidente de avião e ficaram presas numa ilha, já dá para relacionar facilmente com a série Lost. Assim como  Lost, The Wilds vai em cada episódio contextualizando a vida de uma personagem antes, durante e até depois do acidente.

Entretanto, The Wilds consegue transitar entre o contexto do acidente para o mundo inverso: um cenário artificial, repleto de câmeras, com direito a conflitos plantados e contidos na hora desejada. A distopia se assemelha a produções como O Show de Truman, Maze Runner, Westworld e The Society no sentido de testar os limites da manipulação do homem pelo homem.
 

Um ponto muito importante em The wilds é que o grupo de sobreviventes traz muita diversidade para série, incluindo garotas de distintos estratos sociais. Ricas e pobres, de famílias estruturadas ou não, heterossexuais e homossexuais, religiosas ou céticas, negras, brancas, asiáticas, indianas e indígenas. Com o passar dos episódios é notório que o maior desafio do grupo é realmente tentar manter a sanidade mental diante de um cenário de sobrevivência e traumas da juventude.
 

Logo, nos mostra como a série pode se tornar um espelho da pressão social que os jovens passam e como a sociedade patriarcal e machista impacta nas suas personalidades. A produção canaliza toda essa densa complexidade que envolve a adolescência, a fim de dissecá-la como um experimento social.

 

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