04/02/2021 às 20h13min - Atualizada em 04/02/2021 às 19h32min

O Centrão de Brasília

Os partidos políticos que estão no centro das articulações no congresso

Pedro Mateus - Editado por Camilla Soares
politize.com.br/oglobo.com
Marcelo Camargo / agencia brasil

‘’Centrão’’ é um termo conhecido por políticos e jornalistas nos bastidores do Congresso Nacional, essa é a palavra que se refere a grupos de parlamentares que estão presentes na política em Brasília e que se juntam em blocos para guiar os rumos da política nacional, esse termo foi bastante utilizado na última eleição da presidência do câmara dos deputados para explicar as articulações políticas .

Segundo o jornal, Politize.com o Centrão é um grupo de parlamentares formado por 170 a 220 de diferentes partidos, que se unem para influenciar o Congresso Nacional em busca de seus interesses que estão dispostos a negociar apoio ao Executivo em troca de cargos na administração pública. Nesse sentido muitos analistas políticos classificam essa forma de fazer política como ‘’ velha política’’.

HISTÓRIA
O termo “centrão” é antigo. Já foi usado por parlamentares que formavam maioria na Assembleia Constituinte que deu origem à atual Constituição, em 1988. No entanto, essa nomenclatura passa a ser usada de forma totalmente diferente em 2014, quando, sob o comando de Eduardo Cunha (MDB-RJ), atuou para elegê-lo presidente da Câmara dos Deputados.

A Câmara dos Deputados, proibiu em 2019 a utilização do termo "Centrão" na rádio e TV da Câmara, por julgar a nomenclatura pejorativa, segundo apurou o jornal o Globo a orientação editorial foi encaminhada, e usa como justificativo um trecho do manual de redação do órgão que diz que "não devem ser empregadas expressões pejorativas ou que incorporem juízos de valor".


























ANÁLISE
De acordo com ​​​​​​​João Lucas Moreira, especialista e mestrando em sociologia política, o termo “presidencialismo de coalizão”, explica o arranjo institucional político brasileiro.  
‘’ por meio de eleições populares, é eleito um congresso e um presidente da república, que são necessariamente vinculados a partidos políticos’’.

Nesse sentido, para Lucas, o presidente necessita de maioria no Congresso para conseguir governar e aprovar agendas do seu interesse, orçamento e inúmeras atribuições. O especialista ainda diz que, o termo ‘’ partidos de adesão’’ surge para nomear esses partidos, pois segundo o analista o centro político é um espaço que detém orientação ideológica e tenta ser um equilíbrio entre polos, e estes partidos têm por característica apoio em troca de benefícios.

‘’ Os benefícios caracterizam-se por atribuição de recursos para obter a aprovação e suporte no congresso que vai desde indicações a cargos em empresas estatais e ministérios, liberação de recursos financeiros ligados a emendas individuas dos congressistas’’, destaca.


Portanto, o especialista em sociologia política diz que, essas práticas são normalmente associadas ao que se estabeleceu chamar de” velha política” quando visam somente ganhos partidários e interesses pessoais e não contribuem na entrega de bens e serviços à sociedade. No entanto, afirma que quando essas práticas ocorrerem dentro das possibilidades legais são legitimas e fazem parte do jogo político.
 
CENTRÃO, PRÓXIMOS PASSOS
Com a vitória do deputado Arthur Lira (PP/AL), um dos principais líderes do ‘’Centrão’’, que foi eleito  para presidir a Câmara dos Deputados nos próximos dois anos e a aproximação do governo federal ao congresso, pois  Arthur lira tem grandes ligações com o presidente jair  bolsonaro, o mestre em gestão de políticas públicas, Paulo Loiola, analisa que pode haver a aprovação de pautas mais conservadoras e de maneira geral, combate a lava jato, apoio de reformas e havendo em primeiro momento menor resistência a Bolsonaro.
Em um primeiro momento haverá menor resistência a Bolsonaro, mas o centrão pode vender caro as próximas votações, tornando o governo refém,’’ Analisa.
 

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