10/02/2021 às 20h23min - Atualizada em 10/02/2021 às 20h16min

Everton vence Tottenham em noite inspirada e avança na Copa da Inglaterra

Em jogo eletrizante, Spurs perde força na prorrogação e se despede da FA Cup

João Fellipe Ramos - editado por Stefany Cardoso
Bernard autor do gol da vitória (Foto: Divulgação/ Instagram Everton)
Na última quarta-feira (10), o Everton recebeu o Tottenham em um compromisso válido pela 5ª rodada da FA Cup. O Jogo acabou com um placar de 5 a 4 para os mandantes, que balançaram as redes com Bernard, Richarlison (duas vezes), Calvert-Lewin e Sigurdsson. Já pelo Tottenham, a rede foi balançada por Lamela, Sanchez (duas vezes) e Harry Kane. Com esse resultado, o Everton segue firme na competição e aguarda seu adversário.
 
PRIMEIRO TEMPO
Nos primeiros minutos da partida, o Tottenham deu o pontapé inicial e partiu em direção ao gol do Everton. No minuto um do jogo, logo após triangulação pelo meio da equipe visitante, Bergwijn cruzou na cabeça de Lamela que subiu mais que a zaga e finalizou em direção ao chão, Olsen no reflexo espalmou para frente. Após defesa, a bola sobrou no pé de Lucas Moura que finalizou por cima da meta.

A equipe do Tottenham pressionou as linhas defensivas do Everton a todo momento que acabou cedendo um escanteio no minuto três. Heung-Min Son foi para a cobrança, lançou na cabeça de Davinson Sanchez que cabeceou no contrapé do goleiro, abrindo o placar para a equipe visitante. Por ter sofrido um gol muito cedo, a equipe de Carlo Ancelotti não conseguiu se impor nos primeiros dez minutos de jogo e sofreu uma pressão em seu setor defensivo durante esse tempo. Como forma de evitar levar outro gol devido à pressão do Tottenham a linha defensiva do Everton se viu obrigada a fazer ligações diretas para o ataque buscando Calvert-Lewin, Richarlison e Iwobi.

A partir dos 15 minutos, o Everton subiu suas linhas para os dois últimos terços do campo, como resposta a pressão sofrida anteriormente, já o Tottenham não optou por lançamentos, optaram por passes de primeira e triangulações ainda em seu campo defensivo, entretanto, erraram muitos passes e deram chances para os mandantes empatarem.

Essa chance de empatar chegou aos 17 minutos, após a zaga visitante afastar um cruzamento vindo da direita, a bola sobrou nos pés do lateral Godfrey que finalizou forte no canto do goleiro Lloris que espalmou e a zaga concluiu evitando o gol de empate do Everton. O jogo se equilibrou a partir do minuto 20, quando os dois times revogaram a marcação no último terço do campo e optaram por marcações mais distantes. A partir daquele momento os passes foram mais cautelosos e ambos esperaram algum erro para partir em velocidade. O Tottenham foi quem teve mais espaço para explorar essa forma de ataque. Lucas, Hueng-Min Son, Lamela e Bergwijn tem características de velocidade e exploram essa vantagem para ganharem campo e armarem boas chances.

Após um erro na saída de bola da equipe visitante, Sigurdsson dominou na lateral do campo e entregou a bola para Calvert-Lewin que ajeitou o corpo e finalizou encima de Lloris que aceitou o chute e empatou a partida para o Everton. Dois minutos depois, Digne tocou para Lewin, que de letra rolou para Richarlison, ao limpar a marcação de Sanchez, Alderweireld abriu as pernas para abafar o chute. Richarlison foi mais inteligente e finalizou entre as pernas do zagueiro e virou o placar para a equipe de Carlo Ancelotti.

Após o gol da virada, o time do Tottenham se perdeu dentro de campo e não conseguiu se ajeitar, com isso, após uma bola que perfurou as linhas de marcação, Calvert-Lewin foi derrubado dentro da área e o pênalti foi assinalado. Sigurdsson o capitão do Everton e batedor oficial deslocou Lloris e ampliou para dois gols a diferença no marcador.

Nos acréscimos da etapa inicial, Son deixou Lamela dentro da área e na saída do goleiro Olsen, finalizou no canto oposto, diminuindo o placar e mantendo o Tottenham vivo na partida. A primeira etapa foi de bastante equilíbrio entre as equipes, Tottenham dominou as ações iniciais mas perdeu força durante os minutos, já o Everton aproveitou os erros de passe e marcação e conseguiu virar o jogo e abrir dois de vantagem. Contudo, ao final, Lamela achou uma finalização que incendiou o segundo tempo.


Finalização de Calvert-Lewin (Foto: Clive Brunskill/ Pool/ AFP)
 
SEGUNDO TEMPO
Na etapa inicial, ambas equipes não construíram nenhuma chance clara nos primeiros cinco minutos, foram muitos lançamentos dos dois lados e pouca objetividade nos passes ofensivos. Para melhorar a ofensividade da equipe do Tottenham, José Mourinho substituiu Bergwijn por Harry Kane. Já pelo lado do Everton, Carlo Ancelotti se viu obrigado a fazer uma alteração. Lewin sentiu incomodo na coxa e fui substituído por Coleman.

Por ter colocado Harry Kane, Son que havia começado de atacante central, foi para sua posição de origem a ponta. Como consequência ele se sentiu mais à vontade e partiu para cima da marcação e ganhou um escanteio. Num cruzamento aos 13 minutos, Alderweireld escorou em direção ao gol e Olsen defendeu, contudo, a sobra ficou nos pés de Sanchez que apenas tocou com a ponta da chuteira para o fundo do gol, empatando a partida.

Ao errar novamente na saída de bola, aos 23 minutos, Sigurdsson deixou Richarlison de frente para Lloris, ajeitou o corpo e tocou no canto oposto na saída do goleiro virando o jogo para o Everton. Após o gol, Ancelotti fez outra alteração, substituiu Iwobi pelo brasileiro Bernard para dar profundidade e velocidade pela lateral do campo.

Após o gol, Everton optou por marcar em bloco baixo e todos seus jogadores estavam em seu campo, os mais adiantados as peças ofensivas e de velocidade para armar contra-ataques promissores. José Mourinho orientou seus jogadores a rondarem a área do Everton por estarem muito recuados e com isso, o Tottenham conseguiu alguns escanteios, dessa forma a bola se manteve na lateral, aos 38 minutos Son lançou a bola na medida para Kane que de peixinho empatou a partida para o Tottenham.

Com esse gol, o Everton voltou a formação do início da segunda etapa e avançou suas linhas para buscar o gol da vitória, ao observar a postura do Everton, José Mourinho acenou para equipe avançar as linhas a liberar o meio campo para distribuir as jogadas, deixando Son e Lamela livres para armarem o jogo pelas laterais se necessário.
 
PRIMEIRO TEMPO (PRORROGAÇÃO)
Os movimentos da primeira etapa do tempo extra foram muito mais lentos que o tempo regulamentar, o cansaço era nítido nas duas equipes que sofreram para chegar na área adversária.
A primeira chance clara de gol foi do Tottenham aos três minutos com Harry Kane, que no meio da marcação achou uma finalização fraca mas de difícil defesa para Olsen que evitou que a equipe visitante fizesse um importante gol.

Em contrapartida, o Everton fez um ataque perfeito com suas últimas forças, aos 97 minutos Sigurdsson recebeu a bola, protegeu e lançou por cima da zaga e achou Bernard que deixou a bola quicar no chão e finalizou de perna esquerda, fazendo o gol que deu a vantagem na prorrogação para o Everton.
 
SEGUNDO TEMPO (PRORROGAÇÃO)
Sem pretensões de agredir a equipe do Tottenham, a equipe de Ancelotti, recuou novamente suas linhas mas dessa vez além do recuo, mantiveram a bola muito próxima de seus jogadores e impediram que o Tottenham armasse jogadas, pois eles forçaram muitas bolas aéreas e não obtiveram sucesso.

Aos 113 minutos, após um erro na saída de bola Carlos Vinícius interceptou um passe e na hora que iria partir para conclusão, Holgate parou a jogada com falta, que não levou perigo para o gol de Olsen.
 
 
PRÓXIMOS CONFRONTOS
Os próximos confrontos de ambas as equipes são válidos pela Premier League. O Tottenham tem um difícil confronto contra o Manchester City no próximo sábado (13) às 14h30 no horário de Brasília. Já o Everton fica no Goodinson Park para enfrentar o Fulham no próximo domingo (14) às 16h no horário de Brasília.

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