11/02/2021 às 22h53min - Atualizada em 11/02/2021 às 21h49min

Em recuperação judicial, Oi abre mão de telefonia móvel e negocia infraestrutura de fibra óptica

Paulo Marques Pinto - Edição: Manoel Paulo

A Oi está em um longo processo de recuperação judicial desde 2016, com débito de R$ 64 bilhões. Embora a maior parte do valor tenha sido quitada, a dívida líquida chegou a R$ 21,2 bilhões no 3o trimestre de 2020. A empresa já vendeu as torres e os datacenters, vai leiloar a divisão de TV por assinatura e planeja expandir a fibra óptica para banda larga residencial.

No dia 14 de dezembro de 2020, as operadoras Tim, Claro e Vivo compraram a Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões, dos quais R$ 15,7 bilhões são de ativos do setor e R$ 819 milhões destinados a arcar com o uso da capacidade da Oi. A negociação só termina quando forem cumpridos os trâmites burocráticos estabelecidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A diretora de finanças e relações com investidores, Camille Faria, garantiu ao jornal Valor que a infraestrutura de fibra óptica da Oi será vendida a um valor acima do mínimo: R$ 20 bilhões. A prestadora se dispõe a negociar 51% do capital votante e até 51% do capital total, incluindo os ativos de banda larga.

No dia 4 de fevereiro, a Oi assinou um acordo de exclusividade para negociar a empresa de infraestrutura de fibra óptica InfraCo com um fundo do banco BTG Pactual e a fabricante de cabos submarinos GlobeNet, com renovação automática por 30 dias se uma das partes não se manifestar contrária.

Uma empresa a ser criada fornecerá mais de 400 mil quilômetros de fibra óptica para cerca de 2.300 municípios, atenderá clientes da própria Oi e outras candidatas ao mercado da banda larga.

Enquanto vigora a recuperação judicial da Oi, os ativos da InfraCo serão leiloados no Juízo da 7a Vara Empresarial do Rio de Janeiro.


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